Sistema Anchieta-Imigrantes é a campeã no ranking das mais perigosas com três pontos na lista. Meses de maio e junho são os que registram maior incidência de neblina

Agência Estado

Neblina e chuva na rodovia dos Imigrantes (arquivo)
Reprodução/Bombeiros
Neblina e chuva na rodovia dos Imigrantes (arquivo)

Os meses de maio e junho são os que registram maior incidência de neblina nas rodovias paulistas. Por isso, a Agência de Transportes do Estado (Artesp) divulgou na quinta-feira (2), relação com os dez locais onde a névoa é mais perigosa.

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Três desses pontos estão no Sistema Anchieta-Imigrantes. O que é natural, pois as duas rodovias cruzam a Serra do Mar - segundo a Artesp, regiões de serra e fundo de vales são os locais mais propensos a esse fenômeno meteorológico.

"Os horários de maior incidência são o começo da manhã e as madrugadas", diz nota da agência. Já a Castello Branco, embora apareça uma única vez no levantamento, possui um trecho de 8 km propenso à formação da neblina. Parte da responsabilidade para evitar acidentes é das próprias concessionárias que administram as rodovias e da Polícia Militar Rodoviária.

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Segundo a Artesp, a sinalização dos trechos críticos está sendo reforçada com faixas reflexivas, painéis de mensagem variável e placas. Mas outra parte da responsabilidade pela segurança é do motorista, que deve redobrar a atenção quando dirige sem visibilidade adequada.

Neblina na rodovia Presidente Dutra, em São José dos Campos, interior de São Paulo (arquivo)
Futura Press
Neblina na rodovia Presidente Dutra, em São José dos Campos, interior de São Paulo (arquivo)

Por isso, a Artesp divulgou também uma lista de cuidados previstos no Código de Trânsito Brasileiro (CTB) que precisam ser adotados quando a rodovia está sob forte neblina. Entre as recomendações, há dicas básicas como reduzir a velocidade no trecho de neblina e não trafegar com o pisca-alerta aceso.

Mas há também procedimentos que os motoristas não costumam seguir, como usar as faixas de sinalização do asfalto para orientar a direção e dirigir com pelo menos parte das janelas abertas. Sobre os faróis, a dica é usá-los ligados na potência baixa, uma vez que a neblina pode refletir a luz dos faróis altos. E sempre manter distância dos veículos trafegando à frente. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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