Lojistas da feira realizada no Brás, na região central, têm até o dia 9 de maio para recolherem seus pertences. Reportagens do iG mostraram as condições da feira em janeiro

Cerca de 500 comerciantes que trabalham na Feira da Madrugada , no Brás, região central de São Paulo, fizeram uma passeata na manhã desta sexta-feira (3) para protestar contra a decisão da prefeitura de retirá-los do local até o dia 9. Após caminhar até a sede do governo municipal, o grupo enviou um representante para conversar com o prefeito Fernando Haddad (PT) no início desta tarde.

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Cerca de 500 ambulantes participaram da manifestação nesta sexta. PM diz que ação foi pacífica
Roberto Vazquez/Futura Press
Cerca de 500 ambulantes participaram da manifestação nesta sexta. PM diz que ação foi pacífica

O grupo reclama que a prefeitura não informou a eles para onde serão levados e onde poderão colocar suas mercadorias. Também afirmam que o prazo para abandonarem o terreno da feira é muito curto e está perto do Dia das Mães, uma das datas de maior movimento no local. A retirada dos comerciantes foi determinada pela Prefeitura nessa semana, após pedido do Ministério Público, que detectou falta de segurança no local.

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"Concordamos em fazer uma reforma, mas a gente quer trabalhar", afirma o comerciante José Laerte de Souza, de 44 anos, que afirma vender apenas as roupas que fabrica na sua pequena confecção. "Como está perto do Dia das Mães, todo mundo está cheio de mercadorias. Se tiver que sair dia 9 mesmo, a gente não tem lugar para guardar e nem tem como vender tudo isso", completou Souza.

O Coordenador da Comissão Permanente de Ambulantes da feira (Copae), Gilson Roberto de Assis entrou na prefeitura, onde seria recebido por Haddad, por volta das 13h. Guardas civis que acompanhavam a manifestação disseram que pelo menos 500 pessoas o aguardavam do lado de fora. Até as 13h30, a manifestação havia sido pacífica.

No início do ano, uma série de reportagens do iG mostrou a falta de condições da feira. O comércio sigiloso e ilegal das barracas , a insegurança de suas instalações , a forma de administração irregular por parte da prefeitura e a base do Samu inapropriada para o atendimento médico  no local foram retratadas nas reportagens.

*com Agência Estado

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