Após anos em desuso, relógios de rua voltam a funcionar em São Paulo

Por Agência Estado |

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Problemas contratuais causaram oscilação de uso do mobiliário urbano até completa extinção. Com novo consórcio, cidade deve receber mil equipamentos em até 14 meses

Agência Estado

Os relógios de rua da cidade de São Paulo voltaram a registrar horários corretamente nesta sexta-feira (3) após anos em desuso. Catorze desses equipamentos devem operar a partir de hoje, de acordo com a concessionária responsável por sua administração, nas avenidas 9 de Julho e Brasil, ambas na zona sul da capital.

Entenda: Cidade de São Paulo terá novos relógios até fevereiro

Além do horário, os aparelhos, como os antecessores analógicos, trarão dados sobre a temperatura do entorno. Quando necessário, também informarão a respeito da qualidade atmosférica. Até meados de maio, aproximadamente cem relógios deverão ser instalados.

J. Duran Machfee/Futura Press
Novo modelo de relógio de rua é visto instalado nesta manhã na avenida Brasil, zona sul de São Paulo

Desde 2010, o funcionamento desse mobiliário urbano oscilava nas vias paulistanas por causa de problemas contratuais de gestão, cortes de energia feitos pela Eletropaulo e da discussão de publicidade nas ruas, motivada pela Lei Cidade Limpa.

Daquele ano em diante, os antigos 303 totens espalhados pela cidade foram gradualmente deixando de funcionar, e, em seguida, desmontados. Em 2012, a Prefeitura lançou concorrência para conceder a exploração publicitária dos novos relógios. O consórcio formado pelas empresas JCDecaux e Publicrono - que operou por 12 anos os velhos relógios urbanos - venceu a disputa, formando a concessionária A Hora de São Paulo, que instalará e operará os novos aparelhos.

Em 2011: Um em cada três relógios de rua em São Paulo está apagado
Em 2010: Mais da metade dos relógios de rua de São Paulo tem problemas

Mil equipamentos

Com tecnologia digital, os equipamentos vêm em dois modelos, um desenhado por Carlos Bratke e o outro, por Ruy Ohtake. As empresas informaram que um sistema de GPS, localização global feita por satélites, vai sincronizar a hora dos relógios. Por sua vez, a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) informará sobre a qualidade do ar. Outras informações da Prefeitura também podem ser veiculadas.

AE
Antigo relógio de rua na avenida Paulista (arquivo)

Em até 14 meses as ruas receberão mil equipamentos, transformando São Paulo "no município com o maior projeto de relógios eletrônicos digitais do mundo", segundo a concessionária. A quantidade poderá ser expandida. Devem ser investidos pelas empresas R$ 200 milhões na instalação, "sem ônus" para a Prefeitura, conforme a concessionária.

A região central receberá, no máximo, cem relógios. As demais zonas da cidade - leste, sul, norte e oeste - terão no mínimo 150 relógios cada. As Avenidas Professor Fonseca Rodrigues e Professor Frederico Hermann Júnior, além da Rua Funchal, também estão na leva das que receberão os primeiros aparelhos. A instalação será feita durante a madrugada.

Pontos

A mesma concorrência que permitiu o retorno dos relógios de rua à capital foi a que prevê a reforma dos pontos de ônibus. O trabalho de substituição começou no dia 17 de fevereiro. A empresa tem um prazo de até três anos para substituir todos os pontos de ônibus e, depois de 2015, vai instalar 1 mil novos abrigos e 2,3 mil totens. Quando todos os pontos estiverem novos, a manutenção será feita diariamente.

A troca completa custará mais de R$ 636 milhões à Pra SP, mas a Prefeitura não terá gastos. Ao contrário, ganhará em impostos. Segundo a concessionária, a maioria dos 6.500 abrigos e 12.500 totens da cidade está bastante degradada porque uma manutenção adequada não é feita desde 2007. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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