Morte de pedestres no trânsito lidera ranking e segue aumentando em SP

Por Agência Brasil | - Atualizada às

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Pesquisa da secretaria de Saúde do Estado revela que os automóveis são os principais responsáveis pela morte de pedestres, seguidos pelos ônibus e e por motocicletas

Agência Brasil

Das 5.394 mortes no trânsito notificadas em todo o Estado de São Paulo em 2011, 2.114 (39%) foram pedestres, 1.721 motociclistas, 1.273 passageiros de veículos automobilísticos e 286 ciclistas. Em 2010, o número de mortes de pedestres por atropelamento em São Paulo foi 9% menor, com o registro de 1.968 óbitos no Estado. Os dados, divulgados nesta quinta-feira (2), constam de um levantamento feito pela Secretaria de Estado da Saúde.

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Edu Cesar/Fotoarena
Pedestres se arriscam em ruas da zona sul de São Paulo

“De todas as vítimas que sofrem acidentes de trânsito, os pedestres são aqueles que morrem mais. Isso já é uma coisa previsível porque se levarmos em consideração a energia envolvida entre colisões de dois objetos, sendo uma delas o pedestre, essa energia transferida para o pedestre é muito grande comparada com a de uma pessoa que está dentro de um veículo. Dentro de um veículo existe uma série de equipamentos de proteção e de estruturas metálicas que vão absorver essa energia. Já o pedestre não. Toda energia envolvida numa colisão é transferida para o corpo, causando lesões graves, muitas vezes incompatíveis com a vida”, explicou Gustavo Feriani, supervisor médico do Grupo de Resgate e Atendimento a Urgência (Grau) da secretaria, em entrevista à Agência Brasil.

O pedestre, segundo Feriani, pode ter “lesões de todos os órgãos”, pois geralmente sofre dois impactos: um contra o veículo e o outro contra o chão. “O mais comum é ele ter fraturas de membros, de bacia e trauma de crânio”, disse.

Os automóveis são os principais responsáveis pela morte de pedestres, seguidos pelos ônibus e veículos motorizados de duas ou três rodas, indicou o levantamento. O número de internações de pedestres, de acordo com a pesquisa, cresceu: passou de 10.155 em 2010 para 10.548 em 2011.

Feriani ressaltou a importância do pedestre respeitar a sinalização para evitar o atropelamento. Segundo ele, a pessoa deve sempre atravessar a rua na faixa ou usar as passarelas, olhar para os dois lados antes de iniciar a travessia e respeitar os sinais de trânsito.

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