Prefeitura de SP determina o fechamento temporário da Feira da Madrugada

Por iG São Paulo |

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Lojistas da feira realizada no Brás, na região central, têm até o dia 9 de maio para recolherem seus pertences. Reportagens do iG mostraram as condições da feira em janeiro

Os lojistas da Feira da Madrugada, realizada todos os dias no Brás, na região central, têm até o dia 9 de maio para desocuparem a área. A decisão está em decreto publicado nesta terça-feira (30) pelo prefeito Fernando Haddad (PT), atendendo à determinação do promotor César Dario Mariano da Silva. Ele argumenta que há na área alta concentração de materiais inflamáveis e falta de espaço para a circulação dos mais de 200 ônibus que estacionam no local.

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A Feirinha da Madrugada já existe há 12 anos: ela começa a funcionar às 2h e para às 16h. Foto: Wanderley Preite Sobrinho/iGCerca de 15 mil compradores passam todos os dias pela feirinha, que emprega 12 mil pessoas. Foto: Wanderley Preite Sobrinho/iGA reforma no prédio está prevista no acordo entre a prefeitura e o governo federal, dono do terreno. Foto: Wanderley Preite Sobrinho/iGAs 4.500 barracas são distribuídas por corredores estreitos, que vão de um restaurante aos fundos de um estacionamento para ônibus e vans. Foto: Wanderley Preite Sobrinho/iGO espaço precisa de reforma estrutural para suportar o número de vendedores e consumidores que todos os dias visitam o local. Foto: Wanderley Preite Sobrinho/iGPor volta das 3h, cerca de 40% das barracas já estão montadas. Foto: Wanderley Preite Sobrinho/iGA partir das 11h, os comerciantes compram suas marmitas ali mesmo e fazem seu almoço pelos corredores da feira. Foto: Wanderley Preite Sobrinho/iGEmbora muitos policiais trabalhem na feirinha, ambulantes vendem seus produtos fora das barracas. Foto: Wanderley Preite Sobrinho/iGA maioria das barracas pertencem a coreanos, os primeiros a chegar para preparar suas barracas. Foto: Wanderley Preite Sobrinho/iGNa feirinha se encontra de tudo: roupas, bijuterias, brinquedos, calçados. Foto: Wanderley Preite Sobrinho/iGVista do corredor principal da feirinha, que dá acesso à administração. Foto: Wanderley Preite Sobrinho/iGO estacionamento da feirinha recebe até 400 ônibus e vans por dia. A limpeza de todo o terreno é de responsabilidade de prefeitura. Foto: Wanderley Preite Sobrinho/iGDentro da feirinha também funciona um ambulatório improvisado por auxiliares de enfermagem do Samu. Foto: Wanderley Preite Sobrinho/iGSimulação de projeto arquitetônico da Feirinha da Madrugada. Foto: Divulgação

No início do ano, uma série de reportagens do iG mostrou a falta de condições da feira. O comércio sigiloso e ilegal das barracas, a insegurança de suas instalações, a forma de administração irregular por parte da prefeitura e a base do Samu inapropriada para o atendimento médico no local foram retratadas nas reportagens.

Segundo o decreto da prefeitura, os comerciantes tem até o dia 9 para que retirem suas mercadorias e pertences do local para que sejam tomadas todas as medidas necessárias para adequação das instalações físicas às normas de segurança.

A Prefeitura de São Paulo trabalha com três alternativas para realocar os 4 mil boxes de comerciantes. Uma das possibilidades é transferir temporariamente os lojistas para um terreno de 171 mil metros quadrados na Vila Guilherme, na rua Chico Pontes, ao lado do Parque do Trote, na zona norte, onde funcionava o Mart Center.

Outros dois terrenos mais próximos de onde hoje é realizada a feirinha, um no Brás e outro no Pari, também estão sob análise. "O que não podemos permitir mais é a realização onde é hoje, totalmente sem segurança. Ali os riscos são maiores que os da boate de Santa Maria (RS)", afirmou ao jornal o secretário do Trabalho e Empreendedorismo, Eliseu Gabriel.

O vereador Adilson Amadeu (PTB), principal liderança dos lojistas da feirinha no Legislativo, avalia que a possibilidade de acordo amigável é praticamente remota. "Podemos esperar uma guerra", prevê Amadeu. A mudança da Feira da Madrugada deve ser um dos assuntos a ser debatido na sessão plenária da Câmara Municipal nesta terça-feira.

* Com AE

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