Homem confessou ter brigado com Hiromi e a agredido por causa de ciúmes. Peritos encontraram hematomas no rosto, braços, barriga, costas, além de marca no pescoço

Agência Estado

Artista plástica Hiromi Sato, de 57 anos, foi enterrada no Cemitério da Paz, no Morumbi
Marcos Bezerra/Futura Press
Artista plástica Hiromi Sato, de 57 anos, foi enterrada no Cemitério da Paz, no Morumbi

O advogado Sérgio Brasil Gadelha, de 74 anos, que confessou ter matado a companheira, Hiromi Sato, de 57, no último fim de semana em Higienópolis, região central de São Paulo, deixou a carceragem do 31º DP (Vila Carrão) na tarde desta quinta-feira (25). A Justiça decretou que Gadelha fique em prisão domiciliar até que seja marcado seu julgamento.

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O juiz Alberto Anderson Filho, da 1ª Vara do Tribunal do Júri, negou o pedido de liberdade que havia sido formulado pela defesa de Gadelha, mas concordou com a prisão domiciliar. "Tendo em conta a idade do indiciado, que ele em momento algum procurou fugir à sua responsabilidade (...), bem como suas condições pessoais, autorizo que permaneça em prisão domiciliar", escreveu o juiz.

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O advogado Átila Pimenta Coelho Machado, que defende Gadelha, classificou a decisão judicial como "muito sensata". "Ele (Gadelha) está extremamente abalado. Me disse várias vezes: 'Ela era a mulher da minha vida", afirmou Machado, que não pretende recorrer. Na prisão domiciliar, o indiciado não pode sair da casa para nada.

Gadelha confessou ter brigado com Hiromi e a agredido por causa de ciúmes no sábado, 20. Peritos encontraram hematomas no rosto, braços, barriga e costas da vítima, além de uma marca em volta do pescoço. Na noite de domingo, uma filha de Gadelha chamou os médicos, que constataram a morte da vítima e avisou a polícia.

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