Suspeito de matar namorada, advogado vai responder por homicídio qualificado

Por iG São Paulo * | - Atualizada às

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Sérgio Brasil Gadelha, de 74 anos, confessou que brigou e agrediu a companheira Hirume Sato, de 57, no apartamento em Higienópolis, mas afirmou que não tinha intenção de matá-la

O advogado Sérgio Brasil Gadelha, de 74 anos, que foi preso nesta segunda-feira (22) por suspeita de ter matado a namorada e artista plástica Hirume Sato, de 57 anos, vai responder por homicídio qualificado, de acordo com a Polícia Civil de São Paulo. A pena para este tipo de crime varia entre 12 e 30 anos de prisão. Gadelha confessou ter discutido e agredido a companheira por ciúmes no sábado (20), mas o crime só foi registrado na madrugada de hoje. Ele estava detido no 78º Distrito Policial (Jardins) e foi transferido nesta tarde para o 31º DP (Vila Carrão).

Marcos Bezerra/Futura Press
Fachada do prédio na avenida Angélica, esquina com rua Pará, onde o corpo foi encontrado

A polícia só ficou sabendo do crime no fim da noite de domingo (21) depois que uma filha do acusado ligou para o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU). Ela, que disse morar em Florianópolis, contou em depoimento na delegacia que recebeu uma ligação do pai falando sobre o incidente no fim de semana e por isso viajou a São Paulo no domingo. Ela afirmou que só tomou ciência da gravidade da situação ao chegar ao apartamento. Ao ver o que havia ocorrido, ligou ainda para uma irmã da vítima.

A perícia encontrou hematomas no rosto, boca, braços, abdômen e nas costas da vítima. Havia ainda uma marca no pescoço, indício de estrangulamento. Dentro da banheira do apartamento foram encontrados lençóis e toalhas com manchas que parecem ser de sangue - a polícia investiga se o advogado tentou modificar a cena do crime.

Na versão de Gadelha, briga do casal começou no fim da tarde de sábado, depois das 18h, e acabou com as agressões. De acordo com o acusado, eles dormiram no mesmo quarto naquele dia. Na manhã de domingo, ele teria tentado conversar com a mulher, que, embora só gesticulasse, parecia estar bem. No restante do dia, porém, ela não saiu da cama, disse Gadelha.

De acordo com seu advogado, Átila Pimenta Coelho, o cliente não tinha intenção de matar a namorada, com quem mantém um relacionamento há três anos e mora há dois. O advogado disse que o casal já vinha brigando na semana anterior à morte de Hirume.

*Com informações da Agência Estado

 

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