Em greve, professores fazem manifestação e interditam av. Paulista

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Cerca de 5 mil professores fizeram uma passeata após assembleia que decidiu pela greve em São Paulo

Uma manifestação que contou com a presença de cerca de 5 mil professores na avenida Paulista atrapalhou o trânsito na região nesta sexta-feira (19). Os manifestantes ocuparam os dois sentidos da via, causando lentidão em todo eixo, nas duas direções.

A paralisação: Professores anunciam greve na rede estadual de São Paulo

Duran Machfee/Futura Press
Professores protestam na região da avenida Paulista nesta sexta-feira

A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) recomendou que os motoristas evitem acessar a região. A manifestação foi acompanhada por agentes de trânsito que estão orientando os motoristas.

A CET divulgou que às 17h havia 122 km de lentidão. Os principais pontos de lentidão são: Marginal Tietê, sentido Ayrton Senna, pista expressa, da Ponte dos Remédios até a Ponte Jânio Quadros (16,2 km); Marginal Tietê, sentido Ayrton Senna, pista local, da Ponte da Freguesia do Ó até a Ponte Jânio Quadros (9,9 km); Corredor Norte / Sul, sentido Aeroporto, da Praça da Bandeira até o Viaduto Indianópolis (7,2 km) e Marginal Pinheiros, sentido Castelo Branco, pista expressa, da Ponte Nova do Morumbi até a Ponte Eusébio Matoso (5,5 km).

A greve foi decidida após uma assembleia realizada no vão livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp) localizado na avenida Paulista. A categoria reivindica reposição salarial de 36,74%, e a Secretaria Estadual da Educação oferece reajuste de 8%. No entanto, diz o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), o aumento proposto pelo governo significa, na prática, reajuste de apenas 2%, com o desconto da inflação.

“Dois por cento de reajuste é vergonhoso para nós e para o Estado mais rico da nação”, afirmou a presidente do sindicato, Maria Isabel Noronha.

Além do reajuste, os professores reivindicam o cumprimento da lei que determina que um terço da jornada de trabalho seja destinada a atividades de formação e preparação de aulas e a extensão dos direitos da categoria aos contratados temporariamente. Em nota, a Secretaria da Educação diz que cumpre a exigência de liberar os professores para as atividades extra-classe.

* Com Agência Brasil

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