Análise do massacre do Carandiru deve terminar até a noite de sexta-feira, segundo previsão do magistrado José Augusto Marzagão. Sessão foi interrompida após homem passar mal

Suspenso até a próxima quinta-feira (18), o julgamento do massacre do Carandiru, ocorrido em outubro de 1992, deve terminar até a noite de sexta-feira. A previsão é do juiz José Augusto Marzagão, que condiciona sua expectativa à necessidade de que os trabalhos sejam retomados amanhã a partir das 9h. A decisão, no entanto, cabe à equipe médica do Tribunal de Justiça de São Paulo, que recomendou repouso ao jurado, de identidade preservada, que passou por um mal estar logo pela manhã.

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A suspensão temporária foi informada pela assessoria de imprensa do Tribunal por volta das 10h45. Marzagão recebeu a notícia antes do início da sessão, quando foi conversar com os sete jurados, como costuma fazer desde a segunda-feira. “Não é nada grave”, garantiu o magistrado. “Pelo jurado, ele voltava, mas o médico vetou.”

De acordo com juiz, “os médicos não deram o diagnóstico”: “O paciente está sendo supervisionado, mas não podemos adiantar os sintomas.” As famílias de todos os componentes do júri foram comunicadas afim de “acalmá-las”.

Embora ache pouco provável, o juiz adiantou que, se o estado de saúde do paciente piorar e houver a necessidade de cancelar o juri, o julgamento “volta à estaca zero”. “Se for cancelado o julgamento, o trabalho será perdido”, previu.

“A prioridade é a saúde do jurado, mas estou esperançoso de que vai haver essa melhora.” O julgamento continuará a partir da leitura das peças do processo, interrompida na noite de ontem. “Se o julgamento recomeçar às 9h, na sexta-feira acredito esse processo terá seu fim”, concluiu.

No dia 8 de abril, o júri também precisou ser adiado após uma jurada passar mal . Naquela ocasião, também após conclusão médica, a mulher não pode seguir no júri e o Conselho de Sentença precisou ser dissolvido, provocando o adiamento.

Segundo funcionários do tribunal, a interrupção é uma cautela do magistrado, que buscaria evitar novo adiamento. Nesta quarta-feira, o julgamento deve entrar na fase final com o interrogatório de quatro policiais militares que participaram da invasão ao complexo penitenciário em 1992.

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