As principais medidas de Haddad nos primeiros 100 dias de governo

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Desde que assumiu o comando da maior cidade do País, prefeito de São Paulo anunciou plano de metas, afastou servidores por corrupção e viabilizou medidas de transporte

O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, completa nesta quarta-feira (10) cem dias no comando da maior cidade do País. Durante esse período, o petista se debruçou sobre os problemas da capital, analisou a herança do antecessor Gilberto Kassab e deu início ao cumprimento de algumas promessas de campanha, como a nova lei de inspeção veicular e o Bilhete Único Mensal, com início marcado para novembro. 

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Outra medida que marca o início de seu mandato é a criação da Controladoria Geral do Município que, no combate à corrupção, já afastou quatro servidores.

Reprodução
Fernando Haddad, prefeito de São Paulo, completa 100 dias no comando da capital paulista

Veja abaixo as principais medidas dos 100 primeiros dias de Haddad:

Plano de metas - No final de março, Haddad lançou a primeira versão do plano de metas do seu governo. A versão final só será definida após a realização das dezenas de audiências públicas propostas pela prefeitura, com o intuito de incluir as demandas.

Fim da taxa da inspeção - A nova lei da inspeção veicular, que ainda espera sanção de Haddad, prevê o fim da taxa só para os veículos aprovados no teste. A fiscalização também não será mais anual para carros com até dez anos de uso.

Corrupção - Criada por decreto no dia em que Haddad tomou posse, a Controladoria Geral do Município de São Paulo tem como função combater a corrupção e eventuais falhas de servidores municipais. Em três meses de existência, a CGM, em conjunto com a Polícia Civil, já afastou quatro servidores suspeitos de corrupção.

Bilhete Único Mensal - A prefeitura iniciou o cadastro para usuários de ônibus interessados em no bilhete único mensal, que deverá começar a funcionar apenas em novembro, com custo aproximado de R$ 140. Uma das principais promessas de campanha, ele permitirá que o usuário viaje de ônibus quantas vezes quiser durante o mês.

Largo 13 de maio - A secretaria municipal de Transportes criou a primeira zona livre de carros, na região do Largo 13 de Maio, na zona Oeste. No primeiro dia, a medida dobrou a velocidade média dos ônibus no Corredor Santo Amaro.

Desapropriação - Fernando Haddad declarou a área do Jardim Iguatemi, na zona Leste como de interesse social para desapropriação pela Cohab. Os 130 mil metros quadrados do bairro foi alvo de uma ação de reintegração de posse no mesmo dia em que a medida foi anunciada.

Habitação - A prefeitura anunciou a mudança na gestão das polícias habitacionais na capital. Agora, a Cohab irá gerenciar as verbas, que virão principalmente do programa federal Minha Casa Minha Vida.

Preço da passagem de ônibus - O reajuste de mais de 10% previsto para janeiro, simultaneamente ao início do mandato de Haddad, foi adiado para junho. A medida impopular foi transferida para junho.

Nova Luz na gaveta - Bandeira do ex-prefeito Gilberto Kassab (PSD), a reestruturação da região da Luz conhecida como cracolândia foi engavetada por Haddad, que considerou o projeto caro demais para os benefícios que traria para a área.

Novo plano diretor - Haddad iniciou um processo de consultas e audiências públicas para elaborar o novo plano diretor para a cidade de São Paulo. A proposta completa deve ser enviada em agosto para Câmara Municipal.

Corte no Orçamento - Haddad congelou R$ 5,2 bilhões do orçamento, ou 12,3% da arrecadação estimada para 2013. A ordem para secretarias é tocar apenas obras que tenham dinheiro em caixa ou sejam consideradas prioridade. A medida pretende aliviar a dívida da cidade.

Carnaval de rua - Proibidos por Kassab, os blocos voltaram às ruas no primeiro carnaval de Haddad. Os foliões, que antes enfrentaram falta de estrutura e até a polícia, festejaram livremente na capital.

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