Ministério Público pede tornozeleira eletrônica para monitorar Gil Rugai

Por iG São Paulo |

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Promotor Rogério Zagallo acredita que há risco do ex-seminarista fugir, caso tenha de cumprir regime fechado. Rugai foi condenado a 33 anos de prisão por matar pai e madrasta

O Ministério Público entrou com um pedido na Justiça para que Gil Rugai, de 29 anos, seja monitorado com tornozeleira eletrônica e compareça todo mês ao cartório. Segundo o promotor Rogério Zagallo, autor do pedido, há "risco de Rugai fugir, caso tenha de cumprir regime fechado". O rapaz foi condenado a 33 anos e 9 meses de prisão, pelo assassinato de seu pai e de sua madrasta, mas recorre em liberdade.

Alice Vergueiro/Futura Press
Réu Gil Rugai chega ao segundo dia do júri popular, em SP. 'Eu não matei. Sou inocente', disse

Relembre: Gil Rugai é condenado a 33 anos e 9 meses de prisão, mas recorre livre

O julgamento do ex-seminarista ocorreu no Fórum Crinimalista da Barra Funda, zona oeste de São Paulo. Gil responde em liberdade porque é beneficiado por um recurso que tramita no Supremo Tribunal Federal. Réu primário, ele já aguardava o julgamento fora do presídio.

Pela sentença proferida pelo juiz Adilson Paukoski Simoni, o condenado terá que cumprir pelo menos 1/6 da pena em regime fechado. Como já ficou preso por 2 anos e 3 meses, Gil precisaria cumprir mais 3 anos e 4 meses para ter direito ao regime semiaberto.

A pena aplicada ao réu foi de 15 anos de prisão pela morte da madrasta e 18 anos e 9 meses pela morte do pai. A sentença foi baseada na decisão do corpo de jurados que respondeu a oito perguntas que deram base a condenação do réu.

Ao ler da condenação do réu, o juiz se referiu a Gil Rugai como um pessoa "extremamente perigosa" e "dissimulada", já que tentava passar a imagem de "bom moço". A decisão saiu nove anos depois do crime e após cinco dias de júri popular.

Gil Rugai é visto chegando para o 5º dia de júri pelo subsolo do fórum, em São Paulo . Foto: Alice Vergueiro/Futura PressAdvogado de defesa Thiago Anastácio, durante chegada ao Fórum da Barra Funda, nesta terça-feira. Foto:  Alice Vergueiro/Futura PressRéu Gil Rugai chega ao segundo dia do júri popular, em SP. 'Eu não matei. Sou inocente', disse. Foto: Alice Vergueiro/Futura PressO perito Adriano Issamu Yonanime, ao deixar o Fórum da Barra Funda. Foto: Wanderley Preite Sobrinho/iGDefensores ocupam lugar no Salão do Júri no fórum. Cinco homens e duas mulheres decidirão o futuro de Rugai. Foto: Alice Vergueiro/Futura PressJuiz Adilson Simoni (ao centro) e equipe de acusação no plenário do Fórum Criminal da Barra Funda . Foto: Alice Vergueiro / Futura PressGil Rugai chega ao Fórum da Barra Funda, em São Paulo, com a mãe e o irmão. Foto: Futura PressPromotor Rogério Zagallo durante entrevista no primeiro dia do júri, em SP. Foto: Alice Vergueiro / Futura PressPerito Ricardo Molina, convocado para auxiliar a defesa, concedeu entrevista aos jornalistas em frente ao fórum. Foto: Alice Vergueiro/Futura PressLéo Rugai, irmão do réu, chega ao Fórum Criminal da Barra Funda para acompanhar o julgamento. Foto: Terra Britto/Futura Press

O crime

De acordo com o Ministério Público, Gil Rugai, então com 21 anos, teria aproveitado o silêncio da noite do dia 28 de março para se aproximar da casa dos pais, na rua Atibaia, em Perdizes, na zona oeste de São Paulo, e arrombar uma das portas a pontapés. Empunhando uma pistola calibre 380, o jovem matou o casal: Alessandra levou seis tiros e Luiz Carlos foi morto depois de receber cinco tiros nas costas.

Promotoria e Polícia Civil afirmam que as provas colhidas durante o processo colocam o estudante na cena do crime. Em vão, a defesa tentou provar que o acusado era inocente e que trabalhava na hora do crime.

Antes da decisão desta sexta-feira, a disputa judicial que durou nove anos e já prendeu e soltou Rugai duas vezes, colocou sob suspeita um juiz e uma promotora e gerou uma série de provocações entre defesa e Ministério Público.

*com Agência Estado

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