Haddad diz que paulistanos vão poder monitorar as metas pela internet

Por Natália Peixoto - iG São Paulo |

compartilhe

Tamanho do texto

Ao apresentar o plano de metas na Câmara de São Paulo, prefeito afirmou que a nova ferramenta está sendo adaptada de programa do Ministério da Educação

O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), apresentou nesta quarta-feira (27) na Câmara Municipal de São Paulo seu plano de metas, que prevê 100 metas que serão cumpridas até o fim de 2016. Haddad informou que as metas poderão ser monitoradas pelos paulistanos na internet através de novo sistema de gerenciamento de informações.

Segundo Haddad, a prefeitura não tem hoje nenhum sistema que gerencie informações e a nova ferramenta, que ainda está sendo adaptada, tem origem no Ministério da Educação, quando a pasta estava sob seu comando. “Nós estamos adaptando o melhor sistema de gerenciamento que há no Brasil hoje”, disse Haddad, que não deu um prazo para o sistema ser implementado.

Plano de metas: Haddad lança plano de metas com 150 km de corredores de ônibus e três hospitais

Poder Online: Haddad deixa evento com Lula para mediar reintegração de posse na Zona Leste

Raul Montecinos/Futura Press
O prefeito Fernando Haddad

O prefeito disse que grande parte dos R$ 23 bilhões que serão necessários para tirar do papel o seu programa de metas deverá vir do governo federal, através principalmente de parcerias, do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e da renegociação da dívida da cidade. "Sem essa ajuda, o plano não poderia ser apresentado", disse Haddad.

O prefeito também afirmou que as audiências públicas que serão realizadas para discutir o plano poderão alterar parte das metas, se as novas propostas “não colidirem com o plano de governo”. “Não pode haver contradição entre o que foi defendido na campanha, porque eu não vou defender uma coisa contrária àquilo que eu propus”, afirmou o prefeito. As 35 audiências propostas pela prefeitura serão realizadas em abril.

Recursos

Para atingir as 100 metas propostas, a prefeitura precisará dobrar os R$ 3 bilhões investidos anualmente. A secretária de planejamento da cidade, Leda Paulani, disse que mesmo com grande fatia do financiamento vir da esfera federal, o plano é “factível”.

“Seria uma irresponsabilidade a gente apresentar um plano de metas que dependesse de milagres orçamentários”, disse. Leda também afirmou que as metas são “absolutamente coerentes com o plano de governo do prefeito”, e que elas preveem o crescimento de parcerias da cidade com o governo federal.

Leia também: Câmara aprova fim da inspeção veicular para carros novos em São Paulo

"Ilegal":  Nova lei da inspeção veicular pode ser alvo de ação na Justiça

A secretária afirmou que, para isso, a cidade precisa se adequar às regras dos ministérios para a obtenção de mais recursos nestas parcerias. Como exemplo, ela citou a área da saúde, na qual São Paulo recebe um terço da verba de Belo Horizonte, e metade da verba do Rio. “Isso não depende da boa vontade do governo federal de financiar investimento em São Paulo. Isso depende de acertar os protocolos, rever as relações e conseguir esses recursos”, defendeu.

Além desse crescimento que seria natural, Leda disse que há outros espaços que são fonte dinheiro , como o PAC. "Existe uma diferença entre trazer o dinheiro que o município tem direito se fizer tudo direitinho e trazer dinheiro do PAC, que depende de a gente ir lá apresentar os projetos e o governo avaliar", explicou.

100 metas

Haddad terá 100 metas para cumprir até o fim de 2016, divididas em três eixos temáticos que contemplam territórios vulneráveis do ponto de vista social, ambiental, urbanístico e econômico. O prefeito disse que irá acompanhar com "maior atenção" as metas de mobilidade urbana, saúde, educação e habitação.

Haddad é o segundo prefeito da capital que apresenta o programa, uma exigência legal criada em 2008 por meio de uma emenda à Lei Orgânica do Município apresentada pela Rede Nossa São Paulo e outras 570 entidades da sociedade civil. Kassab foi o primeiro prefeito obrigado a apresentar o plano pela lei, e apresentou 223 metas em 2009.

Sobre a comparação entre o tamanho dos planos, Haddad disse que houve uma diminuição no número de metas em relação ao plano do governo Kassab porque seu governo agrupou metas parecidas, por exemplo, em vez da construção de três hospitais serem três metas diferentes, ele disse ter unido em apenas uma meta.

Em balanço de seu governo no final do ano passado, o Kassab admitiu ter cumprido apenas 55,1% de suas 223 metas.

Leia tudo sobre: HaddadPrefeituraMetasigsp

compartilhe

Tamanho do texto

notícias relacionadas