Justiça decreta prisão preventiva de PMs acusados de chacina em São Paulo

Por Agência Brasil |

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No dia 4 de janeiro, homens encapuzados chegaram em quatro veículos e atiraram na direção de um grupo de pessoas em um bar no Campo Limpo, zona sul da cidade

Agência Brasil

A Justiça decretou a prisão preventiva de cinco dos oito policiais militares acusados de participar da morte de sete pessoas, em janeiro, no Campo Limpo, zona sul da capital paulista. Os acusados de envolvimento na primeira chacina do ano estavam temporariamente presos desde o dia 24 de janeiro. O pedido de prisão preventiva foi feito pelo Departamento Estadual de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Os demais vão responder ao processo em liberdade.

Futura Press
Bar no Campo Limpo onde aconteceu a primeira chacina do ano em São Paulo

Segundo testemunhas, no dia 4 de janeiro, homens encapuzados chegaram em quatro veículos e atiraram na direção de um grupo de pessoas em um bar. Dois baleados sobreviveram ao ataque.

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De acordo com as investigações, provalmente o ataque foi uma retaliação à divulgação de uma gravação em vídeo feita em frente ao bar em novembro do ano passado. Ela mostra um grupo de policiais militares executando o servente de pedreiro Paulo Batista do Nascimento .

Respondem por homicídio qualificado e tentativa de homicídio o sargento Adriano Marcelo do Amaral, de 40 anos, o soldado Carlos Roberto Alvarez, de 38, a cabo Patrícia Silva Santos, de 36 anos, o soldado Gilberto Eric Rodrigues, de 25 anos, e o soldado Fábio Ruiz Ferreira, de 29. Os policiais Luis Paulo Ushoas Ungur e Sandro Andrey Alves respondem em liberdade por fraude processual devido à alteração da cena do crime.

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