Com capacidade esgotada, PS passará por reformas que podem durar sete meses

Macas congestionam corredor estreito do Hospital do Servidor Estadual de São Paulo
Wanderley Preite Sobrinho/iG
Macas congestionam corredor estreito do Hospital do Servidor Estadual de São Paulo

Com capacidade de atendimento esgotada e objeto de muitas reclamações, o Pronto Socorro do Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo (HSPE), na zona sul da capital, deve ser desativado nos próximos meses para reforma. Estima-se que 300 leitos sejam afetados.

A alternativa foi discutida em uma reunião ocorrida na tarde da última sexta-feira (22) na superintendência do hospital. O encontro foi marcado para decidir o destino do repasse de R$ 147 milhões que o governo do Estado vai destinar ao HSPE para a primeira grande reforma do complexo, fundado em 1961.

O dinheiro já está disponível, mas ainda aguarda licitação para deixar os cofres. Na próxima segunda-feira (25), as oito empresas que disputam a obra entregarão seus projetos. Estipulou-se um prazo de três dias para que as companhias rediscutam a sugestão vencedora e mais 30 dias para os recursos finais.

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“As obras devem ser iniciadas em algum momento do mês de maio”, espera o presidente da Associação Médica do Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (Amiamspe), Otelo Chino Júnior, presente na reunião. “Uma das alternativas é que o PS interrompa suas atividades.”

Com tumor, paciente espera atendimento no corredor:

Se a opção vingar, cerca de 300 leitos acabarão desativados. “Pretende-se criar um setor de pronto atendimento para os casos mais simples”, diz ele. Já os pacientes que precisam de internação serão encaminhados “para outros setores do hospital” ou para alguma unidade conveniada.

“Com essa reforma teremos de usar leito externo. A superintendência vai fazer uma habilitação de dois ou três locais para atender”, afirma Chino Júnior, endocrinologista há 40 anos no HSPE. “Desejamos que o Pronto Socorro volte a funcionar em dezembro.”

Amigo do Idoso

Presidente da Comissão Consultiva Mista (CCM) do Hospital do Servidor, Sylvio Micelli diz que a reforma atenderá outros setores do HSPE porque o governo estadual – que o administra – quer incluí-lo no programa Amigo do Idoso, baseado no conceito de “Envelhecimento Ativo” da Organização Mundial de Saúde (OMS). “O Hospital do Servidor atende muitos idosos: 60% dos pacientes.”

A reforma completa deve durar dois anos, coincidindo com a inauguração de uma estação de metrô programada para ser construída em frente a uma das entradas do hospital, e que deve receber o nome de Estação Hospital do Servidor/AACD.

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