Adolescente de 17 anos disse que não engoliu o suco, mas mesmo assim sofreu ferimentos no interior da boca. Amostras do procuto foram recolhidas pelo Instituto de Criminalística

Agência Estado

Embalagem do produto Ades de maçã
Divulgação
Embalagem do produto Ades de maçã

A Polícia Civil de Ribeirão Preto (SP) apura um caso de lesão contra um adolescente de 17 anos que diz ter queimado a boca ao consumir o suco Ades. Ele alega que não chegou a engolir o produto, mas mesmo assim sofreu vários ferimentos no interior da boca. A família contratou uma advogada que acompanha o caso, registrado há dez dias, mas que somente agora foi divulgado.

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Catorze pessoas ingeriram suco Ades contaminado com produto de limpeza

Amostras do produto foram recolhidas pelo Instituto de Criminalística (IC) para exames. A Unilever disse que não comenta caso a caso e que o problema limita-se às 96 unidades produzidas em Pouso Alegre. Reitera, ainda, que já identificou a causa do problema de qualidade e implementou as medidas corretivas correspondentes.

De acordo com a empresa, foram retiradas do mercado todas as unidades produzidas na linha TBA3G, que seria a única a apresentar risco. A Secretaria Nacional do Consumidor do Ministério da Justiça convocou a Unilever a comparecer em audiência que será realizada na tarde de terça-feira com a presença da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

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A Fundação Procon-SP esclarece, em nota, que o consumidor que possuia nota fiscal da compra dos sucos Ades contaminados com material de limpeza pode trocar o produto ou ser ressarcido no local da compra. Caso não tenha a nota fiscal, o consumidor deve entrar em contato com a Unilever.

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