Sapato comprova que Mizael esteve em uma represa, diz perito durante júri

Por Wanderley Preite Sobrinho - iG São Paulo |

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À polícia, o réu Mizael Bispo chegou a negar que tivesse estado em alguma represa no período em que Mércia desapareceu. Julgamento está no terceiro dia, em Guarulhos

O perito responsável pela reconstituição do assassinato da advogada Mércia Nakashima, Ricardo Domingos Patoli, afirmou nesta quarta-feira (13) que o sapato do acusado, Mizael Bispo de Souza, esteve em uma represa compatível com a que o corpo da vítima foi encontrado. Em depoimentos à polícia, Mizael negou que tivesse estado em alguma represa no período em que sua ex-namorada desapareceu.

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Patoli foi arrolado pela defesa do réu para dar esclarecimentos sobre o trabalho da perícia no caso. O sapato esteve na represa”, cravou o perito. Após a declaração, Patoli foi questionado pelo advogado de defesa, Wagner Aparecido Garcia. O defensor perguntou se o perito poderia garantir que Mizael esteve na represa em que o corpo foi encontrado, em Nazaré Paulista.

Mizael deixa o Fórum Criminal de Guarulhos após a condenação nesta quinta-feira (14). Foto: Marcos Bezerra/Futura PressPopulares aguardam em frente ao Fórum de Guarulhos, em SP, o veredicto do julgamento de Mizael Bispo. Foto: Wanderley Preite Sobrinho/iGO réu ouve a sentença lida pelo juiz, com seus advogados de defesa ao fundo. Foto: Reprodução de TVRéu Mizael Bispo chega ao fórum para o quarto e último dia de júri. Após debates, jurados dão veredicto. Foto: Marcos Bezerra/Futura PressJanete e Márcio Nakashima, mãe e irmão da vítima Mércia, chegam ao fórum de Guarulhos nesta quinta. Foto: Marcos Bezerra/Futura PressMárcio Nakashima, irmão de Mércia, chega ao fórum nesta quinta (14) pedindo "uma condenação severa". Foto: Wanderley Preite Sobrinho/iGAcusado, Mizael Bispo chega ao fórum para o terceiro dia do seu julgamento, em Guarulhos (SP). Foto: Marcos Bezerra/Futura PressAdvogado Ivon Ribeiro, que encabeça a defesa de Mizael Bispo, fala aos jornalistas no 3º dia de júri. Foto: Marcos Bezerra/Futura PressRéu Mizael Bispo de Souza chega ao Fórum de Guarulhos, em SP, para o segundo dia de júri popular. Foto: Marcos Bezerra/Futura PressPrima de Mércia Nakashima, Solange, segura faixa com foto da vítima em frente ao fórum nesta terça. Foto: Marcos Bezerra/Futura PressJulgamento do caso Mércia Nakashima começa nesta segunda no Fórum Criminal de Guarulhos (SP). Foto: Marcos Bezerra/Futura PressMizael Bispo de Souza é o único acusado pelo assassinato de Mércia Nakashima. Foto: Marcos Bezerra/Futura PressPai de Mércia Nakashima chega ao julgamento de Mizael Bispo dos Santos no Fórum Criminal de Guarulhos, nesta segunda. Foto:  Marcos Bezerra/Futura PressMárcio Nakashima, irmão da vítima Mércia, chega ao Fórum de Guarulhos para o primeiro dia de júri. Foto: Marcos Bezerra/Futura PressMãe de Mércia Nakashima chega ao julgamento do advogado e policial militar reformado, Mizael Bispo, no Fórum Criminal de Guarulho. Foto: Marcos Bezerra/Futura PressMizael Bispo dos Santos chega ao julgamento no Fórum Criminal de Guarulhos, nesta segunda-feira (11). Foto: Marcos Bezerra/Futura PressPopulares em frente ao Fórum de Guarulhos pedem absolvição de Mizael; júri pode durar cinco dias. Foto: Marcos Bezerra/Futura PressHavia também manifestação pedindo a punição de Mizael. Foto:  Marcos Bezerra/Futura Press

O perito então corrigiu a informação, afirmando que a alga encontrada no sapato do réu é nativa de outras represas em São Paulo, inclusive da que foi avaliada por ele, onde Mércia estava. Diante da intervenção de Garcia, o assistente de acusação, Alexandre de Sá, perguntou se, diante do júri, Mizael mudaria seus depoimentos, já que o acusado nega que tivesse visitado qualquer represa.

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Patoli, que enviou o sapato para o Instituto de Criminalística (IC), afirmou que a alga estava na parte da frente do sapato, enquanto, na lateral, havia “terra visível” incompatível com a da represa.

Os disparos

O perito contou que não reconstituiu os disparos porque o delegado Antônio de Olim não lhe pediu. “Para mim, o disparo ocorreu ali dentro [do carro]. Os dois projéteis foram encontrados dentro do carro. Um atravessou e atingiu o pneu. Tinha até resquício ósseo no projétil.”

Toda a reconstituição foi feita de acordo com o relato de uma testemunha que diz ter visto um “vulto” empurrar o carro de Mércia represa a dentro, depois das 19h, do dia 23 de maio de 2010.

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