À polícia, o réu Mizael Bispo chegou a negar que tivesse estado em alguma represa no período em que Mércia desapareceu. Julgamento está no terceiro dia, em Guarulhos

O perito responsável pela reconstituição do assassinato da advogada Mércia Nakashima , Ricardo Domingos Patoli, afirmou nesta quarta-feira (13) que o sapato do acusado, Mizael Bispo de Souza, esteve em uma represa compatível com a que o corpo da vítima foi encontrado. Em depoimentos à polícia, Mizael negou que tivesse estado em alguma represa no período em que sua ex-namorada desapareceu.

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Patoli foi arrolado pela defesa do réu para dar esclarecimentos sobre o trabalho da perícia no caso. O sapato esteve na represa”, cravou o perito. Após a declaração, Patoli foi questionado pelo advogado de defesa, Wagner Aparecido Garcia. O defensor perguntou se o perito poderia garantir que Mizael esteve na represa em que o corpo foi encontrado, em Nazaré Paulista.

O perito então corrigiu a informação, afirmando que a alga encontrada no sapato do réu é nativa de outras represas em São Paulo, inclusive da que foi avaliada por ele, onde Mércia estava. Diante da intervenção de Garcia, o assistente de acusação, Alexandre de Sá, perguntou se, diante do júri, Mizael mudaria seus depoimentos, já que o acusado nega que tivesse visitado qualquer represa.

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Patoli, que enviou o sapato para o Instituto de Criminalística (IC), afirmou que a alga estava na parte da frente do sapato, enquanto, na lateral, havia “terra visível” incompatível com a da represa.

Os disparos

O perito contou que não reconstituiu os disparos porque o delegado Antônio de Olim não lhe pediu. “Para mim, o disparo ocorreu ali dentro [do carro] . Os dois projéteis foram encontrados dentro do carro. Um atravessou e atingiu o pneu. Tinha até resquício ósseo no projétil.”

Toda a reconstituição foi feita de acordo com o relato de uma testemunha que diz ter visto um “vulto” empurrar o carro de Mércia represa a dentro, depois das 19h, do dia 23 de maio de 2010.

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