“Não tenho coragem de tirar a vida de ser humano nenhum”, defende-se Mizael

Por Wanderley Preite Sobrinho -iG São Paulo | - Atualizada às

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Advogados de acusação usaram a estratégia de não fazer perguntas ao réu acusado pela morte de Mércia Nakashima. Mizael acusa o delegado Antonio Olim de produzir as provas

O advogado Mizael Bispo de Souza negou em seu depoimento que tenha assassinado sua ex-namorada Mércia Nakashima em maio de 2010. “Não tenho coragem de tirar a vida de ninguém”, afirmou. Os advogados que tentam condenar o réu usaram a estratégia de não fazer perguntas a MIzael, causando surpresa nos jurados, advogados de defesa e família de Mércia, que assistem ao julgamento que acontece nesta terça-feira (13).

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O primeiro a falar foi o promotor Rodrigo Merli Antunes: “Depois de seis versões apresentadas pelo réu, o Ministério Público não tem nenhuma pergunta. Questionado pelo juiz Leandro Cano, o assistente da acusação, Alexandre de Sá Domingues, decidiu fazer o mesmo. “Diante da vasta prova técnica, do autor, não tenho nenhuma pergunta a fazer”.

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Mizael deixa o Fórum Criminal de Guarulhos após a condenação nesta quinta-feira (14). Foto: Marcos Bezerra/Futura PressPopulares aguardam em frente ao Fórum de Guarulhos, em SP, o veredicto do julgamento de Mizael Bispo. Foto: Wanderley Preite Sobrinho/iGO réu ouve a sentença lida pelo juiz, com seus advogados de defesa ao fundo. Foto: Reprodução de TVRéu Mizael Bispo chega ao fórum para o quarto e último dia de júri. Após debates, jurados dão veredicto. Foto: Marcos Bezerra/Futura PressJanete e Márcio Nakashima, mãe e irmão da vítima Mércia, chegam ao fórum de Guarulhos nesta quinta. Foto: Marcos Bezerra/Futura PressMárcio Nakashima, irmão de Mércia, chega ao fórum nesta quinta (14) pedindo "uma condenação severa". Foto: Wanderley Preite Sobrinho/iGAcusado, Mizael Bispo chega ao fórum para o terceiro dia do seu julgamento, em Guarulhos (SP). Foto: Marcos Bezerra/Futura PressAdvogado Ivon Ribeiro, que encabeça a defesa de Mizael Bispo, fala aos jornalistas no 3º dia de júri. Foto: Marcos Bezerra/Futura PressRéu Mizael Bispo de Souza chega ao Fórum de Guarulhos, em SP, para o segundo dia de júri popular. Foto: Marcos Bezerra/Futura PressPrima de Mércia Nakashima, Solange, segura faixa com foto da vítima em frente ao fórum nesta terça. Foto: Marcos Bezerra/Futura PressJulgamento do caso Mércia Nakashima começa nesta segunda no Fórum Criminal de Guarulhos (SP). Foto: Marcos Bezerra/Futura PressMizael Bispo de Souza é o único acusado pelo assassinato de Mércia Nakashima. Foto: Marcos Bezerra/Futura PressPai de Mércia Nakashima chega ao julgamento de Mizael Bispo dos Santos no Fórum Criminal de Guarulhos, nesta segunda. Foto:  Marcos Bezerra/Futura PressMárcio Nakashima, irmão da vítima Mércia, chega ao Fórum de Guarulhos para o primeiro dia de júri. Foto: Marcos Bezerra/Futura PressMãe de Mércia Nakashima chega ao julgamento do advogado e policial militar reformado, Mizael Bispo, no Fórum Criminal de Guarulho. Foto: Marcos Bezerra/Futura PressMizael Bispo dos Santos chega ao julgamento no Fórum Criminal de Guarulhos, nesta segunda-feira (11). Foto: Marcos Bezerra/Futura PressPopulares em frente ao Fórum de Guarulhos pedem absolvição de Mizael; júri pode durar cinco dias. Foto: Marcos Bezerra/Futura PressHavia também manifestação pedindo a punição de Mizael. Foto:  Marcos Bezerra/Futura Press


Antes da defesa começar a fazer seus questionamento, a mãe de Mércia, Janete Nakashima, se inclinou para frente e começou a chorar. Ela acompanhou todo o depoimento de MIzael olhando para o chão e para uma foto da filha.

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“Não tenho coragem de tirar a vida de ninguém”
Questionado pelo juiz se ele havia matado a ex-namorada, Mizael respondeu dizendo “não, excelência”. Ele voltou a negar o assassinato ao dizer que, quando policial, trabalhava na administração por “medo” de trocar tiros com bandidos. “Eu tinha medo. Quando eu fazia estágio em Franco da Rocha, os colegas viviam trocando tiros com marginais, eu me escondi debaixo de uma viatura. Eu não tenho coragem de tirar a vida de ser humano nenhum, quem tem esse direito é quem nos deu”.

A afirmação de MIzael provocou o riso no promotor Rodrigo Merli Antunes, que foi repreendido pelo juiz Leandro Cano.

Durante seu depoimento, o réu afirmou que o sapato com alga que é a principal prova que o liga ao crime, foi produzida pela polícia. Segundo ele, o sapato foi levado da casa dele quendo ele não estava lá. "Eu não conheço a represa e nem Nazaré Paulista", afirmou Mizael, que também disse que tinha bom relacionamento com a família da ex quando o irmão dela não estava perto.

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