Ivon Ribeiro, defensor de Mizael Bispo, busca desqualificar as testemunhas convocadas pela acusação. Assistente da promotoria voltou a ironizar a defesa: “Espero que hoje ela apareça”

Advogado Ivon Ribeiro, que encabeça a defesa de Mizael Bispo, fala aos jornalistas no 3º dia de júri
Marcos Bezerra/Futura Press
Advogado Ivon Ribeiro, que encabeça a defesa de Mizael Bispo, fala aos jornalistas no 3º dia de júri

O advogado Ivon Ribeiro, que defende Mizael Bispo de Souza (43), acusado de matar a advogada Mércia Nakashima em março de 2010 , contestou nesta quarta-feira (13) as cinco testemunhas de acusação ouvidas até agora. O júri popular é realizado no Fórum Criminal de Guarulhos, na região metropolitana de São Paulo, desde segunda-feira (11).

“Uma farsa”, disse Ribeiro ao ser questionado sobre o julgamento, que hoje chega ao terceiro dia. O defensor voltou a desqualificar uma das principais provas da acusação, a alga encontrada no sapato do réu, vegetação encontrada em represas. O corpo de Mércia Nakashima foi encontrado, em 2010, em uma represa na cidade de Nazaré Paulista.

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“A perícia não coloca Mizael na cena do crime”, disse. Sobre o delegado que conduziu as investigações, Antônio de Olim, Ribeiro o chamou de “fanfarrão inconsequente”. O policial foi ouvido no primeiro dia de júri por mais de cinco horas. Seu depoimento foi marcado por novas cenas de bate-bocas entre a promotoria e os defensores de Mizael.

Acusação

Alexandre de Sá, assistente de acusação e advogado da família Nakashima, chegou ao fórum nesta quarta-feira dizendo que a defesa está em seu papel de contestar, mas não tem alcançado esse objetivo. “Sinceramente espero que hoje ela [defesa] apareça, porque, se for como nos dois primeiros dias, a acusação vencerá mais uma vez”, respondeu.

“Os jurados estão atentos, são maduros e não se deixam confundir por argumentos estapafúrdios.” Sá espera que Mizael só seja ouvido amanhã em razão do perfil das testemunhas consultadas hoje. “As quatro são técnicos, não acho possível ouví-lo [Mizael] ainda hoje”.

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