Delegado Antônio de Olim, responsável pelo inquérito, afirmou que Evandro Bezerra foi contratado por Mizael para apanhá-lo em represa, onde o corpo de Mércia foi encontrado

A descoberta de um telefone clandestino em poder do réu Mizael Bispo de Souza revelou à polícia a relação dele com o suposto comparsa, Evandro Bezerra Silva. Segundo o delegado Antônio de Olim, responsável pelo inquérito policial, Evandro foi contratado por Mizael para apanhá-lo perto da represa onde o corpo de Mércia Nakashima foi encontrado.

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Único acusado pelo crime, Mizael negava em seus depoimentos conhecer Evandro, já investigado pela polícia. O réu só mudou de versão depois que Olim revelou a descoberta de um telefone “frio”, sem o registro no nome do acusado, que foi utilizado por Mizael especialmente no dia do crime, dia 23 de maio de 2010. “Foram 19 ligações entre os dois no dia 23”, afirmou o delegado em depoimento nesta terça-feira (12). “Ele só falou sobre Evandro quando descobrimos o sexto celular.”

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A última ligação recebida nesse número foi às 21h21 na noite em que Mércia desapareceu. “A filha ligou para ele. A antena que captou o sinal era próxima à Nazeré Paulista.”

Tortura

O delegado também negou que Evandro tenha sido torturado pela polícia de Sergipe no dia em que admitiu ter apanhado Mizael nas proximidades da represa. “Para mostrar que falava a verdade, ele contou sobre uma ocorrência policial ocorrida naquela região, o que foi confirmado.”

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Olim confirmou que Mizael visitou mais de 20 vezes Evandro no posto de gasolina em que ele trabalhava. “Quando a Mércia sumiu, Evandro não retornou mais ao posto”, disse. “Isso mostra que o crime havia sido premeditado.

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