'Mizael será a sua própria condenação', diz advogado da família de Mércia

Por Wanderley Preite Sobrinho - iG São Paulo |

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Alexandre de Sá diz que a decisão do réu de advogar aumenta possibilidade de condenação. Já defesa acredita que acusação virou processo de “cabeça para baixo” para achar provas

Os advogados de acusação e defesa do advogado Mizael Bispo de Souza, acusado de matar a ex-namorada Mércia Nakashima em maio de 2010, já chegaram ao Fórum Criminal de Guarulhos, região metropolitana de São Paulo, para o julgamento que começa hoje e deve durar cinco dias. Para o assistente de acusação Alexandre de Sá Domingos, a opção de Mizael de advogar em sua própria defesa irá aumentar as possibilidades de sua condenação.

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“Mizael será a sua própria condenação”, afirmou Domingos. “Ele foi desmentido em tudo o que ele falou.” De acordo com o advogado, o principal indício de culpa do policial reformado é a alga encontrada em seu sapato, idêntica à da represa em que o corpo foi encontrado. “Ele também desapareceu com o celular usado no dia do crime.”

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Já o defensor de Mizael, Ivon Ribeiro, criticou o trabalho da polícia nas investigações, a cobertura da imprensa e forma como os advogados de acusação trataram o processo. Ao chegar ao fórum, o advogado levantou dúvidas principalmente sobre a principal prova do processo: o testemunho do pescador que viu o carro de Mércia ser jogado na represa de Nazaré Paulista, cidade a 90 km de São Paulo.

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“O processo foi virado de cabeça pra baixo, não tendo o que falar, mudaram o horário do crime.” Ele se refere ao depoimento do pescador, que em seu testemunho diz ter visto o crime ocorrer por volta das 19h30. “Agora a acusação diz que foi 20h30.” Sobre o trabalho policial, Ribeiro afirmou se tratar da instituição mais mal avaliada do Estado. “Agora, de uma hora pra outra, a polícia é santa?”.

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