Mércia Nakashima foi encontrada morta em uma represa na cidade de Nazaré Paulista

Segunda testemunha ouvida no primeiro dia de julgamento do caso Mércia Nakashima, o biólogo Carlos Eduardo de Matos Bicudo confirmou nesta segunda-feira (11) que o sapato do réu, Mizael Bispo de Souza, entrou em um ambiente aquático próximo ao período em que o corpo de Mércia foi encontrado na represa de Nazaré Paulista, cidade a 90 quilômetros de São Paulo.

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Convocado pelos advogados de acusação, Bicudo chegou a essa conclusão ao encontrar, no material retirado da sola, “uma alga subaquática, normalmente fixada em plantas aquáticas”.

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Ao confirmar que essa flora já foi coletada por ele na represa de Nazaré Paulista, Bicudo disse que dificilmente ela estaria no sapato de Mizael se ele não tivesse entrado na água. “Esse sapato tem de ter entrado na água. A vegetação colou no sapato. Não existe outra possibilidade de a alga estar lá”, disse.

“Tudo indica a presença” de Mizael na represa, disse o biólogo antes de afirmar que o material avaliado por ele foi recebido “dez dias depois de sair da água”.

A acusação tenta relacionar a alga encontrada no sapato de Mizael ao testemunho de um homem que viu o “vulto” de outro empurrando um veículo na represa de Nazaré. Foi depois deste testemunho que a polícia encontrou o veículo e o corpo de Mércia.

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