Família de menina morta no Hopi Hari e parque fecham acordo sobre indenização

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Valor da indenização que foi firmada entre a família da adolescente Gabriella Nichimura e o parque, na 2ª Vara Civil de Vinhedo, no interior paulista, não foi divulgada

Pouco mais de um ano após a morte da adolescente Gabriella Nichimura, de 14 anos, que caiu do brinquedo La Tour Eiffel, no Hopi Hari, em Vinhedo, no interior de São Paulo, a família da vítima e o parque entraram em acordo sobre o valor da indenização pelo acidente. O acerto não tem interferência no processo criminal que apura as causas e culpados pela morte.

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Ademar Gomes / Divulgação
Foto antes do acidente define posicionamento da família no brinquedo. Gabriela está ao fundo (dir.)

De acordo com o escritório de advocacia que representa a família de Gabriela, que mora no Japão, o acordo foi homologado na 2ª Vara Civil de Vinhedo e a juíza Euzy Lopes Feijó Liberatti decretou segredo de justiça e um firmou um termo de confidencialidade, a pedido das partes, ficando todos proibidos de divulgar o valor da indenização acordada.

Carolina Garcia
Parque ficou fechado após morte ocorrida em fevereiro de 2013

Em julho do ano passado, os advogados da família entraram com um pedido de indenização de R$ 4,6 milhões contra o parque. Na ação, era pedido ainda dois salários mínimos para cada um dos pais, retroativo da data do acidente até o dia em que Gabriela completaria 25 anos, em 2022, por danos materiais.

Os R$ 4,6 milhões pedidos na época se dividiam em R$ 1,5 milhão para a mãe de Gabriela, R$ 1,5 milhão para o pai, R$ 497,6 mil para a irmã e R$ 497,6 mil para cada um dos avós paternos No pedido, o advogado argumentava que a indenização se referia ao sofrimento causado pelo acidente, além da negligência, imperícia e imprudência dos responsáveis.

Segundo a denúncia recebida pela Justiça, a morte ocorreu após "uma sucessão de erros", supostamente cometidos por 12 acusados - entre eles o presidente do parque -, que seguem sem julgamento. 

A menina caiu de uma altura de 25 metros, depois que a trava da cadeira ocupada por ela no brinquedo abriu. Posteriormente, descobriu-se que a cadeira estava desativada há anos. O juiz da 1.ª Vara de Vinhedo, Fábio Marcelo Holanda, aceitou em maio do ano passado a denúncia do Ministério Público contra 12 pessoas, incluindo o presidente do Hopi Hari, Armando Pereira Filho, acusados por homicídio culposo (sem intenção de matar).

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