Após condenação, Gil Rugai cancela matrícula em universidade do RS

Por Agência Estado |

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Ex-seminarista foi condenado na última sexta-feira pelo duplo homicídio do pai e da madrasta. Ele estudaria biomedicina na UFCSPA, mas comunicou desistência por e-mail

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Alice Vergueiro/Futura Press
Réu Gil Rugai no segundo dia do júri popular, em SP. 'Eu não matei. Sou inocente', disse

Depois de ser admitido na Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA), o ex-seminarista Gil Rugai, de 29 anos, cancelou a matrícula nesta terça-feira sem nunca ter aparecido na escola, tida como uma das melhores do País na área da saúde.

Sentença: Gil Rugai é condenado a 33 anos e 9 meses de prisão, mas vai recorrer livre

Na sexta-feira (22), Rugai foi condenado a 33 anos e nove meses de prisão, em São Paulo, pelo assassinato de seu pai, Luiz Carlos, e da madrasta Alessandra Troitino. Como vai recorrer em liberdade, ele está apto a frequentar escolas.

Gil Rugai classificou-se para uma das vagas do curso de Biomedicina da UFCSPA pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu), único critério de admissão da instituição. A universidade confirmou que ele fez a matrícula, mas não compareceu na segunda-feira (25), primeiro dia de aula. Nesta terça-feira, Rugai comunicou sua desistência por e-mail. A vaga será destinada a um dos candidatos da lista de espera para ingresso na UFCSPA.

Julgamento

Na última sexta-feira, Rugai foi condenado a 33 anos e 9 meses de prisão pelo duplo homicídio qualificado em 2004. Apesar da condenação, ele saiu livre do Fórum Criminal da Barra Funda, na zona oeste de São Paulo. Isso porque ele poderá recorrer da decisão em liberdade.

Acusação: "Vale a pena praticar crimes", lamenta promotor após condenação de Gil Rugai
Defesa: "O Gil não concorda com a decisão, mas temos uma lei", diz advogado de Rugai

Gil vai responder em liberdade beneficiado por um recurso que tramita no Supremo Tribunal Federal. Réu primário, ele já aguardava o julgamento em liberdade. Pela sentença proferida pelo juiz Adilson Paukoski Simoni, o condenado terá que cumprir pelo menos 1/6 da pena em regime fechado. Como já ficou preso por 2 anos e 3 meses, Gil precisaria cumprir mais 3 anos e 4 meses para ter direito ao regime semiaberto.

pena aplicada ao réu foi de 15 anos de prisão pela morte da madrasta e 18 anos e 9 meses pela morte do pai. A sentença foi baseada na decisão do corpo de jurados que respondeu aoito perguntas que deram base a condenação do réu.

Ao ler da condenação do réu, o juiz se referiu a Gil Rugai como um pessoa "extremamente perigosa" e "dissimulada", já que tentava passar a imagem de "bom moço". A decisão saiu nove anos depois do crime e após cinco dias de júri popular.

Segundo o promotor Rogério Zagallo, dos sete jurados que votariam, quatro decidiram pela culpa do réu e um pela absolvição. Os votos dos outros dois jurados não precisaram ser abertos, já que a maioria havia decidido pela culpa.

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