Rugai disse que seria mais feliz se o pai morresse, relata promotor aos jurados

Por Wanderley Preite Sobrinho - iG São Paulo | - Atualizada às

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Quinto dia de júri popular começou por volta das 11h com a versão da promotoria. Rogério Zagallo relembrou depoimentos de funcionários das vítimas e pediu a condenação do réu

Depois do interrogatório de Gil Rugai, o possível último dia de julgamento do réu foi iniciado nesta sexta-feira com a argumentação do promotor Rogério Zagallo, que por mais de uma hora recontou o caso, rebateu as teses da defesa e, por fim, pediu aos jurados que condenem o réu. Já rouco, Zagallo admitiu a necessidade de relembrar o caso de forma rápida para que todas as etapas fossem repassadas. A sessão começou às 11h no Fórum da Barra Funda, zona oeste de São Paulo.

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Alice Vergueiro/Futura Press
Réu Gil Rugai chega ao segundo dia do júri popular, em SP

Ele focou, no entanto, na série de depoimentos de advogados e ex-funcionários da produtora de Luiz Carlos Rugai, pai do réu, que citam os desfalques na empresa, a mudança de chaves e alarmes do escritório e residência do casal. Além disso, relembrou que um colega do pai ouviu Rugai dizer: "Seria mais feliz se meu pai morresse".

O promotor leu ainda parte do depoimento do advogado Luiz Fernando Muniz, que teria uma reunião marcada com Luiz Carlos para tratar de uma ação "civil e criminal" contra o autor da falsificação de cheques da Referência Vídeos, empresa da família. Segundo o promotor, não há dúvidas de que o réu assassinou as vítimas porque foi culpado pela falsificação.

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Zagallo lembrou também que as cápsulas encontradas ao redor dos corpos eram compatíveis com a pistola encontrada no prédio em que Rugai montava um escritório. Mas o esforço do promotor foi redobrado em sua defesa ao vigia que testemunhou a saída de Rugai do local do crime 20 minutos depois dos disparos.

"Um homem simples, iletrado que foi massacrado pelos dois advogados de defesa, mas que não voltou atrás no que disse à polícia", afirmou Zagallo demostrando indignação."Gil Rugai disse a amigos: Eu seria mais feliz se meu pai morresse". Ofegante,  Zagallo concluiu sua fala pedindo aos jurados a condenação do réu: "Ele é o culpado".

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