'Se alguém viu o juiz nesse julgamento me avise', ironiza promotor do caso Rugai

Por Wanderley Preite Sobrinho - iG São Paulo | - Atualizada às

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Para Zagallo, magistrado estaria sendo "omisso" contra possível abuso dos defensores de Gil Rugai. Já advogado classifica postura da promotoria como "estratégia infeliz"

Alice Vergueiro / Futura Press
Promotor Rogério Zagallo durante entrevista no primeiro dia do júri, na zona oeste de São Paulo

O promotor Rogério Zagallo, responsável por tentar provar que Gil Rugai matou o pai e a madrasta em 2004, chegou para o quarto dia de julgamento do réu enfileirando críticas ao juiz Adilson Paukoski, que estaria sendo "omisso" contra possíveis abusos dos advogados de defesa. Os trabalhos são realizados na Fórum Criminal da Barra Funda, zona oeste de São Paulo, desde segunda-feira (18). A sessão foi retomada nesta manhã por volta das 10h30. 

4º dia: "Se Gil Rugai for desrespeitado, ele se cala", ameaça advogado

'Se alguém viu o juiz nesse julgamento me avise', ironizou Zagallo nesta manhã em frente ao fórum durante entrevista aos jornalistas. Usando adjetivos como 'omisso', 'permissivo', 'conivente' e 'contemplativo', o promotor chegou a dizer que respeita o magistrado "embora faltasse firmeza" em seu trabalho.

O conflito começou ontem (20), durante o terceiro dia do júri, quando Zagallo tentava ler um depoimeto à uma testemunha de defesa. Após uma intervenção da defesa de Rugai, o promotor foi interrompido pelo juiz, que pediu uma posição mais direta e objetivo durante questionamentos.

Depoimentos do terceiro dia:
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Zagallo então rebateu lembrando que no dia anterior, na terça-feira (19), o magistrado não se incomodou com a exibição de um vídeo apresentado pela defesa que durou pelo menos dez minutos. "Tenho respeito por ele, mas me causa estranheza a forma que está deixando o julgamento".  

Questionado pelos jornalistas, Thiago Anastácio, que integra a equipe defensora de Rugai, logo afirmou que a postura da promotoria (de criticar os trabalhos do juiz) "é uma técnica retrograda e infeliz normalmente atribuida aos advogados que estão perdendo o processo". "É a estratégia de atacar o adversário após ter perdido a razão", disse. 

Réu deve falar

Único suspeito de matar Luiz Carlos Rugai e Alessandra de Fátima Troitino , Gil Rugai deve ser interrogado nesta quinta-feira. Segundo Anastácio, o réu vai abrir mão do direito de permanecer em silêncio para responder todas as questões que lhe forem dirigidas. O defensor fez apenas uma ressalva:

"Ele responderá, tenha a mais absoluta certeza. A não ser que haja algo como uma falta de respeito. Se o réu for desrespeitado, ele cala", ameaçou o defensor. Ele justificou a decisão afirmando que Gil Rugai seria "a única pessoa no processo que sempre deu a mesma versão".

Gil Rugai é visto chegando para o 5º dia de júri pelo subsolo do fórum, em São Paulo . Foto: Alice Vergueiro/Futura PressAdvogado de defesa Thiago Anastácio, durante chegada ao Fórum da Barra Funda, nesta terça-feira. Foto:  Alice Vergueiro/Futura PressRéu Gil Rugai chega ao segundo dia do júri popular, em SP. 'Eu não matei. Sou inocente', disse. Foto: Alice Vergueiro/Futura PressO perito Adriano Issamu Yonanime, ao deixar o Fórum da Barra Funda. Foto: Wanderley Preite Sobrinho/iGDefensores ocupam lugar no Salão do Júri no fórum. Cinco homens e duas mulheres decidirão o futuro de Rugai. Foto: Alice Vergueiro/Futura PressJuiz Adilson Simoni (ao centro) e equipe de acusação no plenário do Fórum Criminal da Barra Funda . Foto: Alice Vergueiro / Futura PressGil Rugai chega ao Fórum da Barra Funda, em São Paulo, com a mãe e o irmão. Foto: Futura PressPromotor Rogério Zagallo durante entrevista no primeiro dia do júri, em SP. Foto: Alice Vergueiro / Futura PressPerito Ricardo Molina, convocado para auxiliar a defesa, concedeu entrevista aos jornalistas em frente ao fórum. Foto: Alice Vergueiro/Futura PressLéo Rugai, irmão do réu, chega ao Fórum Criminal da Barra Funda para acompanhar o julgamento. Foto: Terra Britto/Futura Press

 

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