Testemunha confirmou versão dada à polícia e que sentiu desconforto ao saber que réu tinha uma arma. Rudi Otto relatou ainda que recebeu recado dizendo que "ele seria o próximo"

O ex-sócio de Gil Rugai na KTM Comunicações, Rudi Otto, confirmou em depoimento que viu a suposta arma que matou o pai do réu, Luiz Carlos Rugai, e a madrasta Alessandra de Fátima Troitino em março de 2004. Embora não tenha confirmado se a arma era real ou de brinquedo, Otto relatou a sensação de "desconforto" após ter visto.

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A testemunha, convocado pelo juiz Adilson Paukoski e o primeiro a ser ouvido no quarto dia de júri, também relatou ameaças sofridas após seu depoimento à polícia, três dias depois do duplo homicídio. "Não sei falar se a arma era verdadeira ou falsa", admitiu Otto.

A pistola estava dentro de uma pasta de couro apelidada por Rugai de "mala de fuga". Nela, havia o revólver, uma estrela ninja, duas facas, um canivete, selos que lhe pareceram LSD e notas de dólares e reais. "Não foi confortável saber que ele tinha uma arma".

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Otto contou ainda que desconfiou de Rugai logo que soube do crime. Ele teria corrido para o escritório procurar a pistola, mas não a encontrou. Questionado pela promotoria, o ex-sócio confirmou as declarações feitas à polícia há nove anos: Rugai teria apresentado um "comportamento estranho" na semana anterior ao crime. O réu teria sido afastado da empresa familiar pelo próprio pai e confirmou que os dois não tinham afinidade.

Ameaças

Otto também repetiu as ameaças recebidas em sua secretária eletrônica no dia 6 de abril de 2004, dias depois do depoimento. "Para mim, (as ameaças) estavam ligadas ao caso porque eu estava exposto". A gravação dizia: "Fala para o Rudi ficar ligeiro porque o próximo é ele".

A testemunha contou ainda que encontrou em uma gaveta de Rugai uma anotação com os nomes, números de documentos e placas dele e da namorada."Eu fiquei com medo". Para a defesa, Rugai pretendia investigar o sócio por razões de segurança.

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