'Eu acredito nele', declara irmão de Gil Rugai em julgamento

Por Wanderley Preite Sobrinho - iG São Paulo | - Atualizada às

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Léo Rugai foi ouvido no terceiro dia do júri popular que decidirá se o irmão é culpado pelo duplo homicídio de Luiz Carlos Rugai e Alessandra de Fátima Troitino, em 2004

Sexta testemunha de defesa a ser ouvida nesta quarta-feira (20), Léo Rugai, de 27 anos, declarou que acredita na inocência do irmão, Gil Rugai, acusado de matar a tiros o pai de ambos, o empresário Luiz Carlos Rugai, e a madrasta, Alessandra de Fátima Troitino. 

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Terra Britto/Futura Press
Léo Rugai, irmão do réu, chega ao Fórum Criminal da Barra Funda para acompanhar o julgamento

A participação de Léo Rugai diante do júri começou por volta das 19h. Ele comentou sobre a "estranheza" do irmão e falou sobre a relação dos dois com o pai e a madrasta,  antes de, por volta das 20h, afirmar ao advogado de defesa o motivo pelo qual estava testemunhando a favor do irmão: "Porque eu o conheço. Eu acredito nele".

Léo admitiu que chegou a desconfiar de Gil logo depois da prisão, mas mudou de ideia no primeiro encontro com irmão. Na ocasião, o acusado afirmou que tinha provas de que estava em seu escritório no momento do crime. "Havia ligações feitas da empresa dele no momento". 

Perfil: Excêntrico e calado, Rugai é preservado por advogados como estratégia da defesa

Em outro trecho de sua declaração, Léo admtiu que ele e o irmão gostavam de brincar com canivetes e armas de chumbo desde pequenos. Mas ele frisou que o irmão não era uma pessoa diferente das outras. "Quaisquer objetos de uma pessoa observados separadamente podem parecer estranhos, mas quem conheceu o Gil o considerava uma pessoa normal", disse. 

Falando pouco, Leó disse aos advogados de defesa que não sabia da autorização supostamente dada pelo pai para que Gil falsificasse sua assinatura em negociações da empresa. O irmão do réu ainda declarou que a avó deles, dona Odete, que já morreu, visitava o neto na prisão e acreditava que Gil não tinha participação na morte do filho.

Após a equipe de acusação decidir não fazer nenhum pergunta a Léo, a sessão foi encerrada no Fórum Criminal da Barra Funda, zona oeste de de São Paulo.

Gil Rugai é visto chegando para o 5º dia de júri pelo subsolo do fórum, em São Paulo . Foto: Alice Vergueiro/Futura PressAdvogado de defesa Thiago Anastácio, durante chegada ao Fórum da Barra Funda, nesta terça-feira. Foto:  Alice Vergueiro/Futura PressRéu Gil Rugai chega ao segundo dia do júri popular, em SP. 'Eu não matei. Sou inocente', disse. Foto: Alice Vergueiro/Futura PressO perito Adriano Issamu Yonanime, ao deixar o Fórum da Barra Funda. Foto: Wanderley Preite Sobrinho/iGDefensores ocupam lugar no Salão do Júri no fórum. Cinco homens e duas mulheres decidirão o futuro de Rugai. Foto: Alice Vergueiro/Futura PressJuiz Adilson Simoni (ao centro) e equipe de acusação no plenário do Fórum Criminal da Barra Funda . Foto: Alice Vergueiro / Futura PressGil Rugai chega ao Fórum da Barra Funda, em São Paulo, com a mãe e o irmão. Foto: Futura PressPromotor Rogério Zagallo durante entrevista no primeiro dia do júri, em SP. Foto: Alice Vergueiro / Futura PressPerito Ricardo Molina, convocado para auxiliar a defesa, concedeu entrevista aos jornalistas em frente ao fórum. Foto: Alice Vergueiro/Futura PressLéo Rugai, irmão do réu, chega ao Fórum Criminal da Barra Funda para acompanhar o julgamento. Foto: Terra Britto/Futura Press
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