Contador diz que 'é complicado' encontrar suposta fraude feita por Gil Rugai

Por Wanderley Preite Sobrinho - iG São Paulo |

compartilhe

Tamanho do texto

Edson Moura, que trabalhou na empresa do pai do réu, admitiu que 'pequenos saques se diluem pelas despesas'. MP acusa Rugai de matar vítimas após descoberta de fraude

O contador Edson Tadeu de Moura, que trabalhou na empresa de publicidade Referência Filmes, de propriedade de Luiz Carlos Rugai, admitiu em depoimento nesta quarta-feira a possibilidade de que tenha havido pequenos desvios financeiros da empresa, mas "é complicado achar".  Moura foi ouvido durante o terceiro dia de júri popular de Gil Rugai, no Fórum da Barra Funda, em São Paulo.

3º dia de júri: Defesa diz não temer depoimento de ex-sócio de Gil Rugai
Perfil: Excêntrico e calado, Rugai é preservado por advogados como estratégia da defesa

"Os pequenos saques se diluem pelas despesas da empresa. É complicado achar", afirmou. O promotor Rogério Zagallo, responsável pela acusação, emendou em seguida: "Era aí que eu queria chegar. Os desfalques foram a conta gotas". A promotoria defende que Gil Rugai, além de matar o pai e madrasta, tenha desviado pelo menos R$ 25 mil ao comprar um computador para o seu escritório com o dinheiro da Referência.

Depoimentos das testemunhas:

'Não tenho dúvida', diz delegado sobre participação de Gil Rugai em homicídios
'Ele é um menino perigoso', disse pai de Gil Rugai a amigo dias antes de morrer
'Eu reitero e confirmo: o chute foi desferido por Gil Rugai', diz perito
Vigia confirma ter visto Gil Rugai deixar local do crime minutos após disparos

Depois de prestar depoimento dois dias após o crime, Moura disse ter encontrado toda a documentação da empresa em ordem, o que indicaria que Rugai jamais roubou o pai. "A documentação do dia a dia estava toda lá". O irmão do contador, José Eugênio de Moura, foi dispensado pela defesa. Com isso, o juiz seguiu para a próxima testemunha, a antropóloga Ana Lúcia Pastore.

Convidado pela defesa, Moura afirmou sorrindo "que é quase uma praxe" o ato de falsificar assinaturas em empresas de publicidade. Seria comum que o braço direito do proprietário tenha autorização do chefe para falsificar sua assinatura. "Ser filho do dono significa que é ele quem manda em uma empresa familiar". O contador negou, no entanto, que aconselhe a prática, considerada falsidade ideológica pelo Código Penal. 

Leia tudo sobre: gil rugaijulgamentoigsp

compartilhe

Tamanho do texto

notícias relacionadas