Imprecisão no vídeo pericial dominou os argumentos da acusação e defesa ao final do 1º dia. Ao chegar hoje, Gil Rugai reafirmou sua inocência. "Eu não matei. Sou inocente"

Na chegada para o segundo dia do julgamento do ex-seminarista Gil Rugai, acusado de matar o pai e a madrasta em 2004 , Ubirajara Mangini Pereira, assistente de acusação, admitiu que a perícia tercerizou a produção do vídeo apresentado ontem (18) pela promotoria . Com as imagens, a equipe de acusação buscava demonstrar que o réu arrombou a porta da casa da família na noite do crime.

Entenda: Acusação minimiza lapso em vídeo da perícia que 'trocou os pés' de Gil Rugai

Réu Gil Rugai chega ao segundo dia do júri popular, em SP. 'Eu não matei. Sou inocente', disse
Alice Vergueiro/Futura Press
Réu Gil Rugai chega ao segundo dia do júri popular, em SP. 'Eu não matei. Sou inocente', disse

"O erro foi na arte terceirizada, houve realmente uma falha, mas o laudo em si está direito", disse Pereira aos jornalista em frente ao Fórum Criminal na Barra Funda, zona oeste de São Paulo. Hoje, testemunhas de acusação e defesa continuam sendo ouvidas pelo juiz Adilson Paukoski Simoni.

Saiba o que aconteceu no primeiro dia do júri: 

1º depoimento:  Vigia confirma ter visto Gil Rugai deixar local do crime após disparos
2º depoimento:  Perito confirma lesão em pé de Gil Rugai, mas evita relacioná-la ao crime
3º depoimento:  'Eu reitero e confirmo: o chute foi desferido por Gil Rugai', diz perito

Ao chegar para o segundo dia de júri popular, por volta das 10h, o réu reafirmou sua inocência. "Eu não matei. Sou inocente", disse aos jornalistas. Da cadeira dos réus, Gil Rugai deve acompanhar depois de outras duas testemunhas de acusação. No primeiro dia dos trabalho, três foram ouvidos pelo magistrado.

Marcelo Feller, um dos defensores de Rugai, disse com tom vitorioso que "a cada dia novas provas e bombas serão jogadas no plenário". À imprensa, ele considerou que o primeiro dia de julgamento foi "uma batalha ganha" pela defesa de Rugai. "O nome de um dos possíveis assassinos pode ser levantado hoje durante os interrogatórios."

A sessão foi iniciada, por volta das 10h30, com o depoimento de Alberto Bazaia Neto, a quarta testemunha de acusação arrolada pelo Ministério Público. 


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