'Não tenho dúvida', diz delegado sobre participação de Gil Rugai em homicídios

Por Wanderley Preite Sobrinho - iG São Paulo | - Atualizada às

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Responsável pelo inquérito, Rodolfo Chiareli disse que outra linha de investigação não foi considerada porque as cápsulas encontradas eram de arma encontrada no prédio do réu

O delegado Rodolfo Chiareli afirmou em depoimento, nesta terça-feira, que está seguro de que Gil Rugai assassinou a tiros seu pai Luiz Carlos Rugai e a madrasta Alessandra de Fátima Troitino. Responsável pelo inquérito policial, Chiareli confirmou que as cápsulas encontradas no local do crime coincidiam com a arma que efetuou os disparos: uma Taurus preta calibre 380 encontrada no prédio em que o réu tinha um escritório de publicidade.

Defesa: Advogados pressionam delegado do caso e explora 'deficiências' da investigação
4º depoimento: 'Ele é um menino perigoso', disse pai de Gil Rugai a amigo
2º dia de júri: 'Vídeo da perícia foi terceirizado', admite acusação de Rugai

Gil Rugai é visto chegando para o 5º dia de júri pelo subsolo do fórum, em São Paulo . Foto: Alice Vergueiro/Futura PressAdvogado de defesa Thiago Anastácio, durante chegada ao Fórum da Barra Funda, nesta terça-feira. Foto:  Alice Vergueiro/Futura PressRéu Gil Rugai chega ao segundo dia do júri popular, em SP. 'Eu não matei. Sou inocente', disse. Foto: Alice Vergueiro/Futura PressO perito Adriano Issamu Yonanime, ao deixar o Fórum da Barra Funda. Foto: Wanderley Preite Sobrinho/iGDefensores ocupam lugar no Salão do Júri no fórum. Cinco homens e duas mulheres decidirão o futuro de Rugai. Foto: Alice Vergueiro/Futura PressJuiz Adilson Simoni (ao centro) e equipe de acusação no plenário do Fórum Criminal da Barra Funda . Foto: Alice Vergueiro / Futura PressGil Rugai chega ao Fórum da Barra Funda, em São Paulo, com a mãe e o irmão. Foto: Futura PressPromotor Rogério Zagallo durante entrevista no primeiro dia do júri, em SP. Foto: Alice Vergueiro / Futura PressPerito Ricardo Molina, convocado para auxiliar a defesa, concedeu entrevista aos jornalistas em frente ao fórum. Foto: Alice Vergueiro/Futura PressLéo Rugai, irmão do réu, chega ao Fórum Criminal da Barra Funda para acompanhar o julgamento. Foto: Terra Britto/Futura Press

"Não tenho nenhuma dúvida", respondeu o delegado ao ser questionado sobre a participação de Gil Rugai no duplo homicídio. Foi com essa frase que Chiareli concluiu a primeira parte de seu depoimento, que durou duas horas. Ele foi a quinta e última testemunha de acusação a ser ouvida neste segundo dia do júri popular de Gil Rugai. A partir disso, o juiz irá ouvir as nove pessoas convidadas pela defesa do réu.

Leia mais: Acusação minimiza lapso em vídeo da perícia que 'trocou os pés' de Gil Rugai

Em seu depoimento, o delegado disse ainda que, depois de interrogar mais de cem pessoas, ninguém foi apontado como suspeito e que "nenhuma outra linha de investigação foi considerada". Chiareli disse não ter dúvidas porque seu inquérito provou que as cápsulas encontradas no local do crime coincidiam com a pistola que efetuou os disparos, encontrada pela polícia um ano depois em uma caixa d'água do prédio em que Rugai montava seu escritório.

"Todos os estojos foram disparados por aquela arma", disse o policial, que apreendeu no quarto do réu uma nota fiscal para aquele modelo de pistola. O delegado contou que a arma foi encontrada por acaso, quando o zelador do prédio pediu para que fosse realizada a limpeza da caixa. "Ela estava protegida por um plástico", contou.

Saiba o que aconteceu no primeiro dia do júri:

1º depoimento: Vigia confirma ter visto Gil Rugai deixar local do crime após disparos
2º depoimento: Perito confirma lesão em pé de Gil Rugai, mas evita relacioná-la ao crime
3º depoimento: 'Eu reitero e confirmo: o chute foi desferido por Gil Rugai', diz perito

Para Chiareli, a mesma pistola teria chamado a atenção do sócio de Rugai, Rudi Otto, que teria desconfiado do colega assim que soube do crime. "Ele nos contou que pai e filho não se davam bem."

O delegado também refutou a acusação de que o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) teria incendiado a guarita de uma das testemunhas, o vigia que diz ter visto Rugai deixar o local do crime 20 minutos depois dos disparos. "Essa história só me causou transtornos, prejudicou o meu trabalho e tive de me justificar por escrito ao meu superior", concluiu.

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