Acusação minimiza lapso em vídeo da perícia que 'trocou os pés' de Gil Rugai

Por Wanderley Preite Sobrinho - iG São Paulo | - Atualizada às

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Para acusação, erro no vídeo não compromete a qualidade do laudo feito pelo Instituto de Criminalística. Assistente da defesa classificou a perícia de "piada de péssimo gosto"

Uma imprecisão no vídeo pericial que reproduzia o arrombamento da porta da casa do pai e madrasta de Gil Rugai - que teriam sido mortos por ele em março de 2004, segundo a promotoria  - dominou os argumentos da acusação e defesa ao final do primeiro dia de julgamento no Fórum Criminal da Barra Funda, na zona oeste de São Paulo.

1º depoimento do dia: Vigia confirma ter visto Gil Rugai deixar local do crime após disparos
2º depoimento: Perito confirma lesão em pé de Gil Rugai, mas evita relacioná-la ao crime
3º depoimento do dia: 'Eu reitero e confirmo: o chute foi desferido por Gil Rugai', diz perito

Wanderley Preite Sobrinho/iG
O perito Adriano Issamu Yonanime, ao deixar o Fórum da Barra Funda

Último a ser ouvido nesta segunda-feira (12), o perito do Instituto de Criminalística Adriano Issamu Yonanime admitiu ao final do interrogatório que de houve "um lapso" na realização do vídeo. Nele, o pé direito de Rugai é sobreposto ao pé esquerdo de um sapato. Primeiro a deixar o local, Yonanime saiu abatido admitindo que "na pressa, foi posta uma imagem errada no vídeo".

"A caverna [onde o vídeo foi feito] é escura... foi um erro na escolha [no par do sapato]", lamentou o perito enquanto deixava o fórum.

O assistente de acusação, Ubirajara Mangini Pereira deixou o prédio defendendo o trabalho do laudo, mas dizendo que "o que foi muito mal feito foi a realidade virtual". "O vídeo não me surpreendeu porque não importa a realidade virtual, mas a realidade processual. E ela está perfeita em tudo".

A assistente da defesa, o perito Ricardo Molina, classificou a perícia de "piada de péssimo gosto". "O perito fala muito, mas não demonstra nada. Esperamos que o Gil não seja condenado por esse laudo".

Molina também cobrou o paradeiro da folha da porta com a marca original do sapato, atualmente desaparecida. "O pedado da porta em que estava a marca do pé desapareceu". Ele [o perito] disse que entregou, mas não está nos autos do processo. Então como vamos fazer a contraprova".

Para o assistente de acusação, "tanto os sapatos como a folha da porta foram lacrados". "Vai ter que se verificar internamente no fórum. Mas efetivamente houve um arrombamento".

Gil Rugai é visto chegando para o 5º dia de júri pelo subsolo do fórum, em São Paulo . Foto: Alice Vergueiro/Futura PressAdvogado de defesa Thiago Anastácio, durante chegada ao Fórum da Barra Funda, nesta terça-feira. Foto:  Alice Vergueiro/Futura PressRéu Gil Rugai chega ao segundo dia do júri popular, em SP. 'Eu não matei. Sou inocente', disse. Foto: Alice Vergueiro/Futura PressO perito Adriano Issamu Yonanime, ao deixar o Fórum da Barra Funda. Foto: Wanderley Preite Sobrinho/iGDefensores ocupam lugar no Salão do Júri no fórum. Cinco homens e duas mulheres decidirão o futuro de Rugai. Foto: Alice Vergueiro/Futura PressJuiz Adilson Simoni (ao centro) e equipe de acusação no plenário do Fórum Criminal da Barra Funda . Foto: Alice Vergueiro / Futura PressGil Rugai chega ao Fórum da Barra Funda, em São Paulo, com a mãe e o irmão. Foto: Futura PressPromotor Rogério Zagallo durante entrevista no primeiro dia do júri, em SP. Foto: Alice Vergueiro / Futura PressPerito Ricardo Molina, convocado para auxiliar a defesa, concedeu entrevista aos jornalistas em frente ao fórum. Foto: Alice Vergueiro/Futura PressLéo Rugai, irmão do réu, chega ao Fórum Criminal da Barra Funda para acompanhar o julgamento. Foto: Terra Britto/Futura Press
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