Vigia confirma ter visto Gil Rugai deixar local do crime minutos após disparos

Por Wanderley Preite Sobrinho - iG São Paulo | - Atualizada às

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Testemunha está em Programa de Proteção às Testemunhas e confirmou versão dada em seu último depoimento. Ele disse que mentiu em depoimentos anteriores por estar com medo

O vigia identificado como Domingos, primeira testemunha de acusação a prestar depoimento nesta segunda-feira (18) no julgamento em que o ex-seminarista Gil Rugai é acusado de matar o pai e a madrasta, confirmou que viu o acusado deixando o local do crime minutos depois dos disparos que mataram Luiz Carlos Rugai e Alessandra de Fatima Trotino, no dia 28 de março de 2004.

Estratégia da defesa:
Defesa vai indicar dois novos suspeitos do caso Gil Rugai
Advogados querem provar que acusado trabalhava na hora do crime

Gil Rugai é visto chegando para o 5º dia de júri pelo subsolo do fórum, em São Paulo . Foto: Alice Vergueiro/Futura PressAdvogado de defesa Thiago Anastácio, durante chegada ao Fórum da Barra Funda, nesta terça-feira. Foto:  Alice Vergueiro/Futura PressRéu Gil Rugai chega ao segundo dia do júri popular, em SP. 'Eu não matei. Sou inocente', disse. Foto: Alice Vergueiro/Futura PressO perito Adriano Issamu Yonanime, ao deixar o Fórum da Barra Funda. Foto: Wanderley Preite Sobrinho/iGDefensores ocupam lugar no Salão do Júri no fórum. Cinco homens e duas mulheres decidirão o futuro de Rugai. Foto: Alice Vergueiro/Futura PressJuiz Adilson Simoni (ao centro) e equipe de acusação no plenário do Fórum Criminal da Barra Funda . Foto: Alice Vergueiro / Futura PressGil Rugai chega ao Fórum da Barra Funda, em São Paulo, com a mãe e o irmão. Foto: Futura PressPromotor Rogério Zagallo durante entrevista no primeiro dia do júri, em SP. Foto: Alice Vergueiro / Futura PressPerito Ricardo Molina, convocado para auxiliar a defesa, concedeu entrevista aos jornalistas em frente ao fórum. Foto: Alice Vergueiro/Futura PressLéo Rugai, irmão do réu, chega ao Fórum Criminal da Barra Funda para acompanhar o julgamento. Foto: Terra Britto/Futura Press

Primeira testemunha a ser ouvida no julgamento que começou hoje, no Fórum Criminal da Barra Funda, em São Paulo, Domingos contou que trabalhava há 11 anos como vigia da rua em que morava o casal assassinado, em Perdizes, na zona oeste da cidade. Assim que questionado, o ex-vigia afirmou ter "absoluta certeza" de que Rugai, "vestindo uma capa amarela" atravessava a rua acompanhado de mais uma pessoa "20 minutos" depois dos cinco tiros que mataram Luiz e dos seis disparos que tiraram a vida de Alessandra.

Outro depoimento: Perito confirma lesão em pé de Gil Rugai, mas evita relacioná-la ao crime

Demonstrando nervosismo, Domingos confessou que, para proteger a família, preferiu negar o que tinha visto nos dois primeiros depoimentos que fez à policia. No terceiro, no entanto, acabou cedendo. "O delegado me chamou e falou 'o senhor mentiu nos dois primeiros depoimentos. É melhor dizer a verdade'. Nessa hora não tive alternativa de dizer a verdade." O ex-vigia negou ao promotor Rogério Zagallo que sua confirmação tenha sido sob pressão da polícia.

Dias depois desse depoimento, o ex-vigia, a mulher e os quatro filhos passaram a participar do Programa de Proteção às Testemunhas. Ele afirma que, desde que apontou Rugai como o principal suspeito pelo crime, sua família teria sofrido ameaças de supostos policiais à paisana. "A gente era seguido pela rua de casa", contou. "Achei que minha mulher fosse morrer. Ela ficou uns tempos tomando calmantes."

Defesa

Depois de conversar com o promotor, Domingos foi interrogado pela defesa, que passou a explorar possíveis contradições. Uma delas foi a de que Rugai estaria usando suspensórios, o que seria difícil visualizar quando se usa uma capa.

"Estou testando a capacidade de percepção da testemunha", justificou o advogado Thiago Anastácio. "Me parece que há a necessidade de maior percepção".

A defesa ainda tentou desqualificar o depoimento do vigia ao reexibir uma entrevista dada pela mulher de Domingos, após o crime, dizendo que ele não havia visto nada.

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