Instituto de Criminalística defende que edema foi causado por arrombamento de porta

O médico perito Daniel Romero Munhoz confirmou em depoimento nesta segunda-feira (18) que Gil Rugai – acusado de matar a tiros o pai e a madrasta em março de 2004 , em São Paulo – tinha um edema no centro do pé direito. O especialista evitou, no entanto, relacionar o ferimento ao chute que Rugai teria dado para arrombar a porta da casa do pai, Luiz Carlos Rugai, antes de atirar cinco vezes contra ele e outras seis vezes contra a madrasta, Alessandra de Fatima Trotino, como diz a tese que a acusação sustenta.

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Designado pela Justiça para examinar o acusado logo depois do crime, Munhoz não identificou nenhum machucado depois de realizar um exame físico e um raio-X. O edema ósseo só foi identificado depois de uma ressonância magnética.

“A conclusão é que no exame físico não encontramos trauma, no raio-X também não, mas na ressonância vimos o edema ósseo no pé direito. Um edema pós-contusão”, explicou o médico. Questionado sobre a data do trauma, ele respondeu dizendo que “normalmente um trama pode ser identificado por ressonância até 60 dias depois do evento”.

“Tratava-se de uma lesão aguda, de algumas semanas”, concluiu.

Estratégia da defesa:
Defesa vai indicar dois novos suspeitos do caso Gil Rugai
Advogados querem provar que acusado trabalhava na hora do crime

Defesa

A defesa de Rugai tentou desqualificar a conclusão do Instituto de Criminalística, que relacionou o machucado identificado no exame ao arrombamento da porta. O advogado Thiago Anastácio lembrou ao médico que ele não foi chamado para fazer parte da equipe que estudou seu laudo. Munhoz respondeu à questão lembrando que sua participação seria desnecessária.

“Se precisassem de mim, eu participaria, mas eu acho desnecessário porque o Instituto de Criminalística faz isso todo dia”.

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