Sessão começou por volta das 13h30 após sorteio de jurados. Domingos, considerada uma testemunha protegida, teria visto o réu deixar a casa da família no dia do crime

O júri popular de Gil Rugai, acusado de matar pai e madrasta em 2004 , começou nesta segunda-feira com mais de 3 horas de atraso. Por volta das 13h30, o juiz deu início ao júri convocando a primeira testemunha de acusação, o vigilante Domingos , considerada uma "testemunha protegida". Ele teria visto o acusado deixar a casa da família com um desconhecido na noite do crime.

Estratégia da defesa: Defesa vai indicar dois novos suspeitos do caso Gil Rugai

O ex-seminarista chegou ao fórum acompanhado pela mãe, irmão e defensores, por volta das 10 horas. Evitando os jornalistas, o acusado disse apenas que está bem preparado e que "a defesa vai provar" sua inocência. "Estou bem confiante. Eles (a acusação) não têm provas, eles têm suspeitas". Os familiares não deram nenhuma declaração. Já os advogados não economizaram críticas ao processo e ao trabalhos dos peritos da Polícia Civil. 

Jurados e testemunhas

Segundo a assessoria do Tribunal de Justiça (TJ), cinco homens e duas mulheres foram os escolhidos para compor o Tribunal do Júri e decidirão o futuro do réu. Os jurados são um bancário, um diretor de escola, um engenheiro, um assistente de contador, um funcionário do Banco Central, um funcionário público e um diretor de Relações Humanas. Durante o julgamento, que pode durar de três a cinco dias, 15 testemunhas serão ouvidas pelo juiz Adilson Paukoski Simoni - cinco de acusação, nove de defesa e uma pessoa indicada pelo próprio magistrado.

Além do vigia, as testemunhas de acusação, que foram arroladas pelo Ministério Público, são Daniel Romero Munhoz (perito criminal), Alberto Bazaoa Neto (amigo do pai de Gil Rugai), Rodolfo Chiareli (delegado que participou das investigações), Adriano Yssamu (perito criminal).

Os que foram chamados pela defesa são Ricardo Salada, Albieri Espíndola, Ana Lúcia Pastore Scheitzmeyer, Cristina Lekisch Gonzales, Valmir Salaro, Léo Greco Rugai (irmão do réu) , Valeriano Rodrigues dos Santos, José Eugênio Moura e Edson Tadeu de Moura. Testemunha de juízo, indicada pela juiz, é Francisco Luiz Valério Alves.

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