Julgamento de Gil Rugai começa com 3h de atraso e vigia é o primeiro a depor

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Sessão começou por volta das 13h30 após sorteio de jurados. Domingos, considerada uma testemunha protegida, teria visto o réu deixar a casa da família no dia do crime

O júri popular de Gil Rugai, acusado de matar pai e madrasta em 2004, começou nesta segunda-feira com mais de 3 horas de atraso. Por volta das 13h30, o juiz deu início ao júri convocando a primeira testemunha de acusação, o vigilante Domingos, considerada uma "testemunha protegida". Ele teria visto o acusado deixar a casa da família com um desconhecido na noite do crime.

Estratégia da defesa: Defesa vai indicar dois novos suspeitos do caso Gil Rugai

O ex-seminarista chegou ao fórum acompanhado pela mãe, irmão e defensores, por volta das 10 horas. Evitando os jornalistas, o acusado disse apenas que está bem preparado e que "a defesa vai provar" sua inocência. "Estou bem confiante. Eles (a acusação) não têm provas, eles têm suspeitas". Os familiares não deram nenhuma declaração. Já os advogados não economizaram críticas ao processo e ao trabalhos dos peritos da Polícia Civil. 

Gil Rugai é visto chegando para o 5º dia de júri pelo subsolo do fórum, em São Paulo . Foto: Alice Vergueiro/Futura PressAdvogado de defesa Thiago Anastácio, durante chegada ao Fórum da Barra Funda, nesta terça-feira. Foto:  Alice Vergueiro/Futura PressRéu Gil Rugai chega ao segundo dia do júri popular, em SP. 'Eu não matei. Sou inocente', disse. Foto: Alice Vergueiro/Futura PressO perito Adriano Issamu Yonanime, ao deixar o Fórum da Barra Funda. Foto: Wanderley Preite Sobrinho/iGDefensores ocupam lugar no Salão do Júri no fórum. Cinco homens e duas mulheres decidirão o futuro de Rugai. Foto: Alice Vergueiro/Futura PressJuiz Adilson Simoni (ao centro) e equipe de acusação no plenário do Fórum Criminal da Barra Funda . Foto: Alice Vergueiro / Futura PressGil Rugai chega ao Fórum da Barra Funda, em São Paulo, com a mãe e o irmão. Foto: Futura PressPromotor Rogério Zagallo durante entrevista no primeiro dia do júri, em SP. Foto: Alice Vergueiro / Futura PressPerito Ricardo Molina, convocado para auxiliar a defesa, concedeu entrevista aos jornalistas em frente ao fórum. Foto: Alice Vergueiro/Futura PressLéo Rugai, irmão do réu, chega ao Fórum Criminal da Barra Funda para acompanhar o julgamento. Foto: Terra Britto/Futura Press

Jurados e testemunhas

Segundo a assessoria do Tribunal de Justiça (TJ), cinco homens e duas mulheres foram os escolhidos para compor o Tribunal do Júri e decidirão o futuro do réu. Os jurados são um bancário, um diretor de escola, um engenheiro, um assistente de contador, um funcionário do Banco Central, um funcionário público e um diretor de Relações Humanas. Durante o julgamento, que pode durar de três a cinco dias, 15 testemunhas serão ouvidas pelo juiz Adilson Paukoski Simoni - cinco de acusação, nove de defesa e uma pessoa indicada pelo próprio magistrado.

Além do vigia, as testemunhas de acusação, que foram arroladas pelo Ministério Público, são Daniel Romero Munhoz (perito criminal), Alberto Bazaoa Neto (amigo do pai de Gil Rugai), Rodolfo Chiareli (delegado que participou das investigações), Adriano Yssamu (perito criminal).

Os que foram chamados pela defesa são Ricardo Salada, Albieri Espíndola, Ana Lúcia Pastore Scheitzmeyer, Cristina Lekisch Gonzales, Valmir Salaro, Léo Greco Rugai (irmão do réu) , Valeriano Rodrigues dos Santos, José Eugênio Moura e Edson Tadeu de Moura. Testemunha de juízo, indicada pela juiz, é Francisco Luiz Valério Alves.

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