Agente do Instituto de Criminalística afirmou que o laudo que indica que Gil Rugai teria invadido da casa foi concluído depois que outros cinco peritos analisaram as provas

Terceira testemunha de acusação a ser ouvida nesta segunda-feira (18) no Fórum Criminal da Barra Funda, na zona oeste de São Paulo, o perito do Instituto de Criminalística Adriano Issamu Yonanime responsabilizou nominalmente o ex-seminarista Gil Rugai - acusado de matar a tiros o pai e a madrasta  -, por arrombar a porta da casa em que viviam Luiz Carlos Rugai e Alessandra de Fatima Trotino, mortos a tiros na noite de 28 de março de 2004. De acordo com Yonanime, o acusado usou o pé direito para arrombar a porta da residência do casal.

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"Eu reitero e confirmo: o chute foi desferido por Gil Rugai", declarou Yonanime logo que o interrogatório foi iniciado. De acordo com o especialista, a lesão no pé direito do réu só seria provocada "com forte impacto e por isso é compatível com o arrombamento".

O perito lembrou que o laudo só foi concluído depois que outros cinco peritos analisaram as provas. Esses especialistas teriam confirmado que a altura (1,63 metro), a estrutura física e um dos sapatos de Rugai eram "inequivocadamente" compatíveis com a marca de arrombamento na porta. "Havia compatibilidade entre os referidos sapatos, a impressão plantar e a impressão do solado do sapato deixada na porta. Concluindo tratar-se de sapatos de número 37", descreve o laudo entregue à Justiça.

Yonanime refutou a declaração da defesa de que o laudo havia sido produzido por um "sapateiro sem sobrenome". "Entre os peritos, consultamos um artesão de sapatos ortopédicos e um professor de biomecânica", explicou.

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Defesa

Assim como ocorreu com as outras testemunhas, os advogados de Rugai usaram seu tempo do interrogatório tentando desconstruir o trabalho da perícia. Para isso, eles contam com a perícia alternativa feita pelo perito Ricardo Molina.

Logo após ter sido enfático em seu depoimento, o Yonanime admitiu que houve um erro na apresentação do laudo feito sobre o crime. Apesar de demonstrar que a porta da casa de Luiz Carlos Rugai havia sido arrombado por um pé direito, a marca do solado usada pela perícia para comprovar que este sapato pertencia a Gil Rugai era de um pé esquerdo. Ao ser questionado sobre o erro, o perito ficou alguns instantes em silêncio e admitiu a falha. "Foi um lapso", disse o perito .

Estratégia da defesa:
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