Defesa de Gil Rugai quer provar que acusado trabalhava na hora do crime

Por iG São Paulo |

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Ex-seminarista é acusado de matar a tiros o pai e a madrasta em março de 2004. "Vamos provar que Gil é inocente"

Futura Press
Defesa diz que Gil Rugai trabalhava no momento do crime

“Vamos provar que o Gil é inocente, que não estava no local do crime quando ele ocorreu.” A promessa é de Marcelo Feller, advogado do ex-seminarista Gil Rugai, de 29 anos, acusado de atirar cinco vezes no pai, Luiz Carlos Rugai (40), e de efetuar outros seis disparos contra a madrasta, Alessandra de Fátima Trotino (33), em março de 2004, na casa em que o casal morava, em Perdizes, zona oeste de São Paulo.

Leia também: Acusado de matar o pai e a madrasta, Gil Rugai vai a júri popular

Em tom de indignação, Feller põe em dúvida o trabalho pericial do Instituto de Criminalística e as provas apresentadas pelo Ministério Público ao longo dos últimos nove anos.

A missão do advogado será desconstruir a tese da promotoria de que o acusado se vingou do pai e da madrasta depois de ter sido expulso de onde morava por desviar R$ 150 mil da empresa da família, a Referência Filmes.

Feller anexou recentemente aos autos do processo comprovantes telefônicos que provariam que Rugai trabalhava em seu escritório enquanto alguém manipulava a pistola calibre 380 usada para tirar a vida do casal.

“Além disso, a defesa vai demonstrar que as provas da acusação foram pseudociência usada para tirar conclusões equivocadas e mentirosas.”

Feller também quer convencer o júri popular de que o Instituto de Criminalística foi parcial ao “mentir” sobre a realização de um segundo exame de DNA nas manchas de sangue encontradas no local do crime. Na época, a perícia concluiu que o material coletado pertencia a Gil Rugai. Contrariada, a defesa pediu que a perícia refizesse o trabalho em equipamentos mais sofisticados.

Segundo o advogado, o instituto “mentiu no laudo ao dizer que refez o exame” porque os lacres dos recipientes da primeira avaliação seriam os mesmos do suposto reexame.

“Nós tiramos fotos do material, que eram diferentes daquelas que a perícia encaminhou para dizer que refez o exame”, argumenta. O pedido para repetir o teste foi a principal justificativa para que o juiz do caso, Emanuel Brandão Filho, adiasse a data do julgamento, previsto para março do ano passado. “Vamos levar o assunto para apreciação dos jurados”, garante Feller.

Procurado pela reportagem, o promotor Rogério Zagallo não quis comentar as afirmações da defesa alegando "estar estudando" para o julgamento.

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