São Paulo deve enfrentar novo temporal e alagamentos nesta sexta

Por Wanderley Preite Sobrinho - iG São Paulo | - Atualizada às

compartilhe

Tamanho do texto

Meteorologista prevê fortes chuvas para todo o final de semana na Grande São Paulo

Depois do temporal que na noite de ontem cobriu carros, derrubou árvores e causou caos no sistema de transporte de São Paulo, a expectativa da meteorologia é de que fortes chuvas voltem a cair sobre a capital paulista nesta sexta-feira (15), provocando novos alagamentos.

Leitor/Lucas Biscaro
Auditório do Departamento de Música da USP após a chuva desta sexta-feira

Segundo a meteorologista do ClimaTempo, Josélia Pegorim, a região oeste foi a mais atingida pela tempestade de ontem. “Cem milímetros de chuva acumulados na região, um volume extremamente elevado porque toda essa água caiu em apenas duas horas”.

Para esta sexta, ela espera que até 50 milímetros de água caiam sobre a cidade, o suficiente para causar alagamentos em diversos pontos da cidade. Ela explica que uma chuva é considerada forte quando seu volume fica entre 40 e 70 milímetros. “Quando isso acontece, os estragos são muito parecidos com o de ontem”. 

“Hoje, as chuvas vão começar um pouco antes do fim da tarde. O risco de chuva forte é para toda a Grande São Paulo, não necessariamente para a região oeste”, disse. “É esperado um acumulado entre 20 e 50 milímetros com risco de alagamentos”.

Leia mais: Departamento de Música da USP teve área submersa por causa da chuva

Chuva fecha aeroporto, para trens e deixa 60 pontos de alagamento em SP

A meteorologista diz que temporais como o prometido para hoje são típicos “de um dia abafado, quente em que a possibilidade de formação de nuvens pesadas é muito alta”. Ela diz ainda que “essa situação de dia quente e úmido vai predominar sobre a cidade até o fim de semana”.

“É preciso ficar alerta porque pode ocorrer chuva forte por toda a cidade nesse período”, afirmou.

Muro desaba em oito carros no estacionamento de um supermercado, em Carapicuíba, na Grande SP. Foto: Marcos Bezerra/Futura PressÁgua tomou conta do estacionamento da Escola Visconde de Porto Seguro; funcionários fazem limpeza no local. Foto: Marcelo Camargo/ABr Árvore caiu em carro nesta manhã de sexta-feira (15), na rua dos Três Irmãos, no Morumbi. Foto: Luiz Claudio Barbosa/Futura PressAuditório do Departamento de Música da USP após a chuva desta sexta-feira . Foto: Leitor/Lucas BiscaroSemáforos apagados no cruzamento da avenida Paulista com a rua Ministro Rocha Azevedo, em São Paulo. Foto:  J. Duran Machfee/Futura PressAulas são suspensas no Colégio Visconde de Porto Seguro,  no Morumbi, devido alagamento no estacionamento. Foto: Luiz Claudio Barbosa/Futura PressEstragos causados pelas chuvas que alagaram o clube do estádio do Morumbi, na zona sul de SP. Foto: Marcos Bezerra/Futura PressFuncionários retiravam nesta manhã lama da av. Jules Rimet, região do estádio do Morumbi, em SP. Foto: Marcos Bezerra/Futura PressChuva e alagamento na região da Vila Pompeia, em São Paulo (SP), na quinta-feira (15). Foto: Paulo Preto/Futura PressChuva deixou muitos estragos em uma favela ao lado do córrego Pirajussara, Campo Limpo, na zona sul. Foto: Nivaldo Lima/Futura PressCasas desabaram na quinta-feira (14) após a forte chuva, na rua Salgo Sapopemba, Jardim Elba. Foto: Edu Silva/Futura Press

Temporal de ontem

A especialista descarta a possibilidade de que a chuva de hoje cause os mesmos prejuízos de ontem. “Estragos dessa ordem costumam acontecer acima de 70 milímetros acumulados. Mas em uma situação mais comum, uma pancada que acumula 40 milímetros em uma hora ocasiona alagamento consideráveis na cidade”.

Ontem, por exemplo, a região central recebeu 46 milímetros de chuva, volume alto, mas abaixo do que caiu sobre a zona oeste. Na região da Ponte Universitária, por exemplo, foram registrados 84 milímetros de água. Mas em nenhum lugar choveu mais do que na Universidade de São Paulo (USP), onde 101 milímetros de chuva paralisaram a região.

Perto dalí, no bairro do Butantã, sete torres de um condomínio próximo à rodovia Raposo Tavares ficaram sem energia. “Estamos sem energia desde as 18h de ontem. Preciso subir 16 andares para chegar em casa”, afirmou à reportagem a estilista Gabrielly Coleraus, de 24 anos. “Meu serviço também acabou afetado porque trabalho de casa”.

Segundo a Eletropaulo, 2.000 eletricistas estão trabalhando para levar luz a 50 mil pessoas que estão sem energia desde ontem.

Leia tudo sobre: igsptemporalchuvasalagamentos

compartilhe

Tamanho do texto

notícias relacionadas