Após visita do iG, boate Zé Presidente promete melhorar segurança

Por Fernanda Aranda , iG São Paulo | - Atualizada às

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Proprietário de casa noturna em SP informou que ajustes começaram a ser feitos. Outras boates se manifestam sobre vistoria do iG

Facebbok/Zé Presidente
Casa de Pinheiros promete melhorar segurança

Fiação exposta, material inflamável espalhado pelo espaço e falta de sinalização para a saída de emergência e para os extintores são problemas reconhecidos pelo proprietário da casa noturna Zé Presidente, em São Paulo. A boate, localizada em Pinheiros, zona oeste da capital, foi uma das visitadas pela reportagem do iG na madrugada de sexta-feira (1) com apoio de um técnico especializado em segurança empresarial.

Saiba mais sobre a tragédia em Santa Maria

Daniel Espíndola, dono do Zé Presidente, informou pelo telefone que os ajustes para melhorar a segurança da casa – que segundo ele tem alvará de funcionamento - começaram a ser feitos antes mesmo da visita da reportagem. Segundo o proprietário da boate, a tragédia que deixou mais de 230 mortos em Santa Maria, no Rio Grande do Sul, sensibilizou todos os empresários da noite para melhorar a estrutura dos empreendimentos.

Na tarde desta sexta-feira, Espíndola afirmou ter convocado a visita de um bombeiro e também da empresa MCK Extintores para solucionar os problemas mais emergenciais – como a fiação exposta, a falta de placas iluminando a rota de fuga e o revestimento do teto de espuma, que, de acordo com ele, não é ilegal, mas “tem provocado desconforto”. A casa também convocou dois oficiais dos bombeiros para estarem presentes na festa durante todo o final de semana.

Daniel Espíndola afirmou que sua casa noturna é pequena, tem decoração e conceito experimental, mas já está elaborando estratégias para melhorar a infraestrutura do local, onde cabem 300 pessoas.

Entre os planos está o de convocar grafiteiros para desenharem os mapas de fuga em panfletos a serem distribuídos aos frequentadores. Além disso, ele quer discutir com os artistas e produtores que se apresentam na casa como tornar os shows mais seguros, “sem perder o conceito underground”.

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Além do Zé Presidente, foram visitadas outras três casas noturnas de SP pelo iG, o club A São Paulo, o Caos e o Club Outs. Todas as visitas foram acompanhadas pelo técnico Clayton Batista da Silva, da Associação Brasileira de Conscientização para os Perigos da Eletricidade (Abracopel). A análise não tem valor de laudo oficial, chama a atenção a quesitos de segurança que podem ser observados pelos próprios frequentadores das casas noturnas.

Segundo o técnico Silva, o Zé Presidente apresentava até a madrugada de sexta-feira condições que o deixavam completamente inseguro para incêndios ou qualquer outra situação de pânico que exija saída rápida dos frequentadores da casa.

Veja o vídeo

Na avaliação de Silva, o Club A São Paulo e o Outs foram aprovados sem ressalvas. “O foco da casa e seus colaboradores é priorizar o conforto, excelência no atendimento e principalmente a segurança de nossos frequentadores”, informou o Club A São Paulo, por meio da assessoria de imprensa.

No Caos, um espaço que pela manhã funciona como loja de antiguidades e à noite abriga um bar com pista de dança, Silva ressaltou vários pontos positivos sobre a segurança - como iluminação de extintores -, mas fez o alerta de que o caminho até a saída é obstruído por muitas mesas, cadeiras e outros móveis.

A gerente da casa, Dulce Santos, informou que já na manhã de sexta-feira dois armários que estavam no corredor foram retirados. “Agradecemos a visita e apoiamos as iniciativas como esta que contribuem para a segurança. Todo o mobiliário do Caos permite deslocamento e não é fixo. Por isso, organizamos o espaço de acordo com o número de frequentadores das noites”, afirmou Dulce.

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