Motoboys realizam protestos pelas ruas de São Paulo contra nova fiscalização

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Manifestantes pedem o adiamento do início da fiscalização das novas regras para motofretistas e mototaxistas em todo o País. Medida começa a valer amanhã (2)

Motoboy realizam uma manifestação nas ruas de São Paulo, nesta sexta-feira, contra o início da fiscalização das novas regras para motofretistas e mototaxistas em todo o País. Amanhã (2) completam seis meses do último adiamento concedido pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran). A resolução 350/2010 faz novas exigências que visam a qualificação e a segurança do profissional.

O adiamento: Contran adia para 2013 a obrigatoriedade de curso para motoboys

Luciano Bergamaschi/Futura Press
Manifestação de motoboys começou na zona sul de São Paulo; categoria pede adiamento da fiscalização

A Polícia Militar informou que, a partir das 9h15, cerca de 350 motociclistas deixaram a sede do Sindicato dos Motoboys de São paulo (Sindimoto/SP), no Brooklin, e seguiram ao escritório da Presidência da República, na avenida Paulista. Segundo a corporação, a manifestação é pacífica e não houve nenhum acidente durante o percurso que está sendo realizado. 

O caso

A partir do sábado (2) o motociclista que não tiver passado por curso de capacitação, não usar colete com faixas reflexivas e trafegar com moto sem equipamentos como antena corta-pipa e protetor de pernas poderá ser multado e ter o veículo apreendido. A início da fiscalização já foi adiado três vezes, mas segundo ofício enviado pelo Denatran ao Sindicato dos Motoboys de São paulo (SindimotoSP) o início da fiscalização não será mais adiado.

Arte iG
Figura mostra equipamentos de segurança que serão obrigatórios para mototaxistas e motofretistas


De acordo com o sindicato, que diz não ser contra a regulamentação, as reivindicação estão em torno da flexibilização por parte das autoridades públicas na fiscalização. Os motoboys pedem o adiamento da fiscalização porque dos 645 municípios do Estado de São Paulo, só 14 regulamentaram o motofrete na cidade, o que impossibilita a fiscalização pela Polícia Militar, já que os municípios não têm legislação sobre o assunto.

Ainda de acordo com o sindicato, a oferta de locais para fazer o curso é muito menor que a procura dos motofretistas. Em todo Estado de SP não tem mais que 50 locais autorizados para ministrar o curso para cerca de 500 mil motofretistas.

Na capital, até agora, menos de 10% dos motofretistas conseguiram cumprir as regras. Dados da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) e do Departamento Estadual de Trânsito (Detran-SP) revelam que, até o início do ano, cerca de 14 mil motoboys haviam realizado o curso. A cidade tem 200 mil motoboys.

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