iG acompanhou vistoriara em boate na zona sul, conheça as exigências dos bombeiros

Mais da metade das 303 casas noturnas do Estado de São Paulo fiscalizadas na última quarta-feira (29) pelo Corpo de Bombeiros funcionavam com alguma irregularidade. A informação é do capitão Marcos Palumbo, que comandou a vistoria de uma casa noturna na Vila Olímpia, zona sul da capital, nesta sexta-feira (1º).

Leia também: Tragédia em Santa Maria esvazia casas noturnas em São Paulo

O trabalho faz parte da Operação Prevenção Máxima, lançada na terça-feira (28) pelo governor do Estado, Geraldo Alckmin (PSDB). A meta é vistoriar 900 casas até esta sexta. Por enquanto, apenas as informações do primeiro dia estão disponíveis: foram 303 casas visitadas, 66 com irregularidade técnica e 111 sem o chamado Auto de Vistoria, feito pelos bombeiros uma vez por ano para verificar as condições de segurança da casa.

Fiscalização: Bombeiros e fiscais municipais vão vistoriar boates na capital paulista
Situação: Prefeitura desconhece número de casas noturnas sem alvará em São Pau lo

“Das 303 visitadas que fizemos no primeiro dia, nos constatamos 126 com Auto de Vistoria e em perfeitas condições, como é o caso desta. Então, agora são 127”, afirmou o capitão.

Palumbo enumerou os principais problemas encontrados nas 66 boates: “Às vezes há demora na recarga de extintor, uma troca de lâmpada na saída de emergência, proprietários que escondem os extintores de incêndio por achar que eles não são uma peça decorativa, além de problemas com botijão de gás, que não pode ser colocado na cozinha”.

Ele explica que, para esses casos, “os bombeiros deram um prazo de cinco dias para resolver os problemas”, embora sejam pendências que “não comprometem a segurança”. Depois desse prazo, os empresários pedem nova visita do Corpo de Bombeiros, que emitirá um novo Auto de Vistoria.

Sobre a ausência do Auto nas outras 111 casas, o capital afirmou que elas foram “oficiadas à prefeitura local para que tomem as medidas necessárias”.

“O primeiro passo é com o Corpo de Bombeiros, o segundo passo é com a prefeitura e o terceiro e mais importante passo é o comprometimento do proprietário”, disse. “Porque não há possibilidade de um órgão público ficar o dia todo verificando se houve alteração do projeto, se houve alteração do extintor de incêndio, que colocou um botijão de gás na cozinha ou queimou a luz de emergência”.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.