Crimes são de 'serial killer', diz delegado sobre homem que matou cinco em SP

Por Wanderley Preite Sobrinho , iG São Paulo | - Atualizada às

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A polícia prendeu Patrocínio, auxiliar de serviços gerais, que confessou o assassinato de cinco mulheres na zona sula da capital paulista; duas foram encontradas dentro de malas

Wanderley Preite Sobrinho/iG
Eduardo Sebastião do Patrocínio confessou o estrangulamento de cinco mulheres em São Paulo

“A sequência de crimes se assemelha a de um serial killer. A assinatura dele é estrangulamento. Todas as vítimas dele foram mortas assim”. A frase é do delegado do Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) Itagiba Franca, que neste quarta-feira (30) divulgou a prisão do auxiliar de serviços gerais Eduardo Sebastião do Patrocínio, 42 anos, que admitiu o assassinato de cinco mulheres na capital paulista, “todas prostitutas ou usuárias de drogas”.

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Duas das vítimas foram encontradas dentro de malas, outra enrolada em um tapete e outras duas jogadas na rua. A prisão de Patrocínio ocorreu na última quinta-feira (24). A polícia chegou ao seu nome 12 dias depois do início das investigações quando uma mulher foi encontrada morta dentro de uma mala no Itaim Paulista, na zona sul da capital. Foi a etiqueta de uma companhia aérea presa na mala que levou os investigadores à ex-proprietária, que mora em um condomínio na Barra Funda, zona oeste da cidade. Veja abaixo o interrogatório de Eduardo Sebastião do Patrocínio, divulgado pela polícia:

Ela contou que havia chegado de viagem e jogado a mala no lixo do condomínio. Com essa informação, a polícia passou a investigar os funcionários da limpeza, chegando ao próprio Patrocínio, que confessou outros quatro assassinatos: três em 2012 e outro em 2010, todos no Itaim Paulista. “Havia a história de outro corpo na mesma área dentro de uma mala. Foi feita uma associação e, perguntado pelo o segundo crime, foi admitido também”, afirmou Itagiba.

De acordo com o delegado, Patrocínio “é simples, de raciocínio normal, educado, nada que pudesse levá-lo a praticar os crimes”. “Esse indivíduo é extremamente perigoso, ele não iria parar. A sequência de crimes se assemelha a de um serial killer. A assinatura dele é o estrangulamento. Todas as vítimas dele foram mortas assim”, afirmou o delegado, que atribuiu os crimes a uma “disfunção sexual” do assassino. “Todas as vezes que ele tentava ter relação sexual com a moça e ele não conseguia era tomado pela raiva e as matava”, afirmou Franca.

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Wanderley Preite Sobrinho/iG
Delegado dá detalhes sobre a prisão do homem que confessou a morte de cinco mulheres em São Paulo

Questionado sobre o perfil das mulheres, o delegado afirmou que “todas elas eram garotas de programa ou usuárias de drogas”. “Ele pagava entre R$ 10 e R$ 20 pelo programa”. Segundo o delegado, o próprio assassino “era usuário de crack, mas não aparenta que seja”. “Ele conversa absolutamente normal, educadamente, sabe se expressar, não é bobo, mas tem uma compulsão de matar no ato sexual”, afirmou.

Prisão

Preso temporariamente, Patrocínio pode pegar de 6 a 20 anos de prisão, segundo o delegado. O criminoso mora sozinho, embora tenha uma companheira e dois filhos. De acordo com Franca, as investigações vão prosseguir porque ele desconfia que Patrocínio tenha praticado outros assassinatos entre 2010 e 2012. “Porque, pelo perfil, dificilmente ele não tenha cometido outros crimes entre o intervalo do primeiro e o segundo assassinato”.

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