Adolescente volta ao Brasil após ficar detida por quase dois meses nos EUA

Por Agência Estado |

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Após 58 dias detida em um abrigo para adolescentes em Miami, adolescente que foi detida ao desembarcar nos EUA chegou nesta quinta-feira em São Paulo

Agência Estado

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Após 58 dias detida em um abrigo para adolescentes em Miami, nos Estados Unidos, a adolescente V.L.S., de 16 anos, chegou às 9h13 desta quinta-feira (24) ao Aeroporto Internacional de São Paulo, na Grande São Paulo. Autorizada na quarta-feira (23) a retornar ao Brasil, a estudante disse que não pretende mais voltar aos EUA. "Nenhum lugar é tão bom quanto a casa da minha mãe", falou ao desembarcar.

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V. saiu da capital paulista na noite de 26 de novembro. Ela pretendia visitar uma parente, que vive em Miami há dez anos, ir à Disney e assistir a um show do cantor sertanejo Luan Santana. A garota tinha passaporte e visto para turista em ordem, mas se esqueceu de alguns documentos. Como viajou sem os pais, ela precisava apresentar uma carta, escrita em inglês, que transferia sua guarda temporariamente para a tia-avó, Marli Volpenhein.

Agentes da imigração que trabalham no Aeroporto de Miami estranharam o fato de a adolescente ter programado a passagem de volta para 26 de maio, 180 dias após o início da viagem - seis meses é o prazo máximo de estada para um turista. Além disso, a estudante não tinha como comprovar como manteria os custos da viagem.

A suspeita era de que a jovem pretendesse trabalhar no país. Por ser menor de idade, V. ficou sob tutela do Estado americano e foi encaminhada para um abrigo chamado Children's Village. Lá, frequentou a escola, destinada a imigrantes, e teve acompanhamento de uma assistente social. Na semana passada, V. foi, com os outros adolescentes do abrigo, a uma apresentação do Cirque du Soleil.

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Telefonema
Até as 20h da quarta-feira (23) a mãe de V., a balconista Alexsandra Aparecida da Silva, de 36 anos, ainda não havia sido informada oficialmente do horário que a jovem chegaria a São Paulo. O serviço consular entrou em contato com ela ao longo da tarde e disse que voltaria a telefonar quando os dados do voo fossem liberados pelas autoridades americanas.

"Minha filha me ligou de madrugada toda feliz falando que ia voltar para casa. Não aguentei de emoção. Nem acredito que esse dia finalmente chegou", disse Alexsandra. "Quero ver minha filha logo. Por mim, iria para o aeroporto e ficaria esperando lá."

Até a primeira semana do mês, a balconista não sabia o motivo da detenção de V. nem quando ela seria liberada. As esperanças de Alexsandra aumentaram quando o Consulado Brasileiro em Miami confirmou que uma audiência da Corte de Imigração dos Estados Unidos fora marcada para o dia 31. A viagem foi antecipada, porém, porque a estudante disse que não pretendia mais visitar o país.

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