Moradores de assentamento invadem Instituto Lula na zona sul de São Paulo

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Manifestantes dizem sofrer ameaças de despejo na cidade de Americana. Polícia Militar está no local e tenta negociar saída de grupo desde 7h30

Moradores do assentamento Milton Santos, localizado entre Americana e Cosmópolis, no interior de São Paulo, invadiram na manhã desta quarta-feira a sede do Instituto Lula, no Ipiranga, na zona sul de São Paulo. Segundo a Polícia Militar, que está no local, a ocupação foi registrada às 7h30 e é pacífica.

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Alex Falcão/Futura Press
Moradores do assentamento Milton Santos, localizado em Americana, invadiram o Instituto Lula


De acordo com a assentada Roseane dos Santos, o grupo, que vive no assentamento há sete anos, vem há seis meses sofrendo ameaças de despejo. A ocupação foi o modo encontrado para pressionar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a interceder por eles junto à presidente Dilma Rousseff, a fim de que ela assine um decreto de desapropriação por interesse social, com o objetivo de encerrar as disputas pela propriedade da área.

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Roseane disse ainda que o grupo foi assentado durante o mandato de Lula. Questionada sobre qual seria a condição para deixar o Instituto Lula, Roseane afirmou: "Só vamos sair com a assinatura do decreto". Ela não descartou que o grupo possa acampar no local. "Estamos dispostos a tudo."

De acordo com a Polícia Militar (PM), viaturas foram enviadas ao local por volta das 7h30. "Estamos em contato com eles [os PMs] e, por enquanto, a situação é tranquila", relatou Vandré Paladini, advogado das famílias. De acordo com o movimento, cerca de 80 pessoas participam do ato. A PM informou que a ocupação conta com 30 manifestantes.

Alex Falcão/Futura Press
Movimentação na região do Instituto Lula no bairro Ipiranga, na zona sul; PM está no local

Por volta das 9h da manhã, o presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto, esteve no local. Segundo Vandré Paladini, Okamotto se comprometeu a entrar em contato com integrantes do governo para intermediar uma solução para o caso. "Mas não temos nada de efetivo. Vamos ficar por aqui até que algo mais concreto seja feito", declarou o advogado.

No Milton Santos, vivem cerca de 70 famílias assentadas pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) há sete anos, segundo o movimento. As famílias reivindicam a desapropriação por interesse social, única medida legal que pode reverter o despejo, determinado pela Justiça no dia 28 de novembro.

Paladini informou que, desde a tarde de ontem, quatro simpatizantes do MST estão acorrentados e fazem greve de fome em frente ao escritório da Presidência da República em São Paulo.

*com AE e Agência Brasil

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