Sem-teto afirmam não ter onde morar e decidiram não aceitar a proposta feita pela Prefeitura de Campinas de irem para um abrigo para moradores de ruas

Estadão Conteúdo

Agência Estado

Um grupo de sem-teto acampou nesta quinta-feira no prédio da Prefeitura de Campinas (SP) após serem despejados da área onde viviam, desde outubro do ano passado, às margens do Anel Viário Magalhães Teixeira. A Polícia Militar (PM) cumpriu pela manhã mandato de reintegração de posse do terreno que era ocupado por 42 duas famílias . Cerca de 130 policiais participaram da desocupação, que foi pacífica.

Desocupação: Polícia Militar faz reintegração de posse em terreno de Campinas

Famílias observam barracos e casas sendo destruídos pela PM no terreno invadido; ação foi pacífica
Denny Cesare/Futura Press
Famílias observam barracos e casas sendo destruídos pela PM no terreno invadido; ação foi pacífica

Os sem-teto afirmam não ter onde morar e decidiram não aceitar a proposta feita pela Prefeitura de Campinas de irem para um abrigo para moradores de ruas. "Não aceitamos ir para um abrigo de viciados e moradores de rua. Somos famílias com crianças. Vamos até a prefeitura e vamos acampar por lá e ficar até que o prefeito Jonas Donizette dê uma solução para o problema", afirmou Lucas Hernani, de 33 anos, um dos coordenadores do Residencial Nova Aliança - nome dado à invasão.

O terreno, às margens do anel viário, que liga as rodovias Anhanguera e D. Pedro I, é particular. A Justiça determinou em novembro do ano passado que os invasores fossem retirados do local. Com ajuda do helicóptero Águia, oficiais da cavalaria e do canil, os policiais ocuparam o terreno por volta das 9 horas. Os barracos começaram a ser derrubados com a ajuda de um trator

Alguns integrantes da invasão atearam fogo em barracos. Na terça-feira (15), os sem-teto fizeram um protesto contra a reintegração de posse. Eles fecharam os dois sentidos do anel viário com uma barricada de pneus e atearam fogo. Para evitar que a pista fosse novamente ocupada, um cordão de isolamento com policiais foi montado pela PM às margens da rodovia. A Concessionária Rota das Bandeiras, que administra a estrada, registrou lentidão de três quilômetros no trecho por causa do fechamento de uma das pistas, mas sem congestionamento.

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