Justiça autoriza exumação do corpo do empresário Marcos Matsunaga

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Defesa quer mostrar que executivo já estava morto quando foi esquartejado por Elize, sua mulher e ré confessa. Conclusão excluiria pelo menos uma qualificadoras do crime

Futura Press
O empresário Marcos Matsunaga

A Justiça de São Paulo autorizou na noite de terça-feira (15) a exumação do corpo do empresário Marcos Matsunaga, morto e esquartejado no mês de maio do ano passado. O pedido foi feito pela defesa de Elize Matsunaga, mulher e ré confessa do assassinato. A decisão é do juiz Adilson Paukoski Simoni, da 5ª Vara do Júri da Capital.

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O Tribunal de Justiça (TJ) de São Paulo informou ainda que uma nova perícia servirá para determinar o momento da morte do empresário. A intenção da defesa é mostrar que Matsunaga já estava morto quando foi esquartejado por Elize, o que excluiria pelo menos uma das qualificadoras do crime (assassinato cometido por meio cruel), reduzindo a eventual pena da ré.

No laudo necroscópico, o perito Jorge Pereira Oliveira afirmou que houve asfixia em razão da degola, o que aponta que Matsunaga estaria vivo quando Elize iniciou o esquartejamento.

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Contradições

À época do pedido, realizado no mês dezembro, o advogado de defesa Luciano Santoro afirmou que havia contradições entre o laudo necroscópico, a certidão de óbito de Matsunaga e o depoimento do perito, que impossibilitaria uma conclusão definitiva se houve ou não uma fratura no crânio da vítima, provocado pelo tiro da pistola calibre 380 de Elize.

"Se houve fratura na base do crânio, ele morreria imediatamente. Todas as doutrinas dizem que o tempo de vida dele não passaria de dois ou três segundos", afirmou também a assistente de defesa, Roselle Soglio.

O promotor José Carlos Cosenzo sempre discordou da exumação. Ele acreditava que a exumação poderia trazer nova dor para a família, "algo completamente sem necessidade". No entanto, Consenzo chegou a dizer que, caso o pedido fosse aceito pela Justiça, não impediria tal procedimento. 

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