Internação compulsória na Cracolândia ainda depende da formação de equipes

Por Agência Brasil | - Atualizada às

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Medida entra em vigor na capital paulista na próxima segunda (21). Tribunal de Justiça ainda prepara estrutura para receber dependentes e escolhe plantonistas que atuarão nas ruas

Agência Brasil

Frâncio de Holanda
Usuário fuma crack na região de Cracolândia, no centro de São Paulo

As internações compulsórias ou involuntárias de dependentes químicos na região da Cracolândia, em São Paulo, deverão começar na próxima segunda-feira (21), por meio do trabalho conjunto de profissionais da saúde, do Ministério Público, do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) e da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

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Segundo o TJSP, nesta semana estão sendo tomadas as providências relativas à estrutura física da sala que será usada para atendimento no Centro de Referência de Álcool, Tabaco e outras Drogas. Em nota, a Secretaria Estadual da Justiça e da Defesa da Cidadania informou que só falta a designação dos plantonistas.

“Esses profissionais atuarão no projeto que viabilizará internações involuntárias e compulsórias de dependentes químicos com estado de saúde mais grave, sem consciência de seus atos, e que se recusem ao tratamento voluntário”, diz a nota.

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A força-tarefa foi oficializada sexta-feira (11), quando o governador Geraldo Alckmin ressaltou que o objetivo do projeto é dar apoio aos usuários de drogas, fornecendo principalmente tratamento ambulatorial e fazendo o maior número possível de internações voluntárias.
Naquele dia, Alckmin informou que o governo paulista dispõe de 5,6 mil vagas para tratamentos de dependentes químicos.

Os casos com indicação de internação serão encaminhads por por profissionais da área de saúde e avaliados por promotores, juízes e advogados, que manterão plantão das 9h às 13h, na sede do Centro de Referência de Álcool, Tabaco e outras Drogas, que fica no bairro do Bom Retiro.

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