Justiça realiza nova audiência do caso Matsunaga e Elize pode ser ouvida hoje

Terceira audiência pode decidir se a acusada deve enfrentar júri popular. Elize confessou que matou e esquartejou o marido em maio deste ano

iG São Paulo | - Atualizada às

AE
Elize Matsunaga, mulher do executivo assassinado

A Justiça de São Paulo iniciou nesta terça-feira, a partir das 10 horas, a terceira audiência de instrução do caso Elize Matsunaga, bacharel em direito que foi presa por ter  matado e esquartejado o marido Marcos Matsunaga . O crime ocorreu em maio deste ano. Ao final de depoimentos de duas testemunhas, Elize pode ser interrogada pelo juiz.

Os trabalhos são realizados no Fórum da Barra Funda. A fase de instrução, iniciada em outubro , serve para o juiz decidir se Elize enfrentará júri popular ou não. Na audiência de hoje, duas testemunham deveriam ser ouvidas: Nathalia Vila Real Lima, suposta amante de Marcos, e Mauricéia José dos Santos, babá do filho do casal.

No entanto, a assessoria do TJ chegou a informar que a testemunha de defesa (Nathalia) ainda não havia sido encontrada para depor. Isso atrasaria o andamento dos trabalhos já que Mauriceia e Elize só poderiam ser ouvidas após as oitivas da defesa.

Denúncia

Vinte e cinco dias antes de matar e esquartejar o marido, Elize relatou à PM que sofria ameaças, que o Marcos havia saído de casa e perguntou se poderia trocar a fechadura. A denúncia foi feita pelo 190 da PM. "Isso prova que aquele mar de rosas que ela vivia, como diz a acusação, não é verdadeiro. Ela foi torturada por seis meses", disse o advogado de defesa, Luciano Santoro. 

O caso

Elize Matsunaga foi presa acusada de matar e esquartejar o marido, Marcos Kitano Matsunaga no dia 19 de maio. A prisão foi decretada por cinco dias e depois prorrogada até 24 de junho. Ela foi denunciada por homicídio qualificado (cuja pena pode variar de 12 a 30 anos), com uma série de agravantes, como ocultação de cadáver, motivo fútil e esquartejamento.

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Ela teria matado o ex-diretor da Yoki Alimentos com um tiro de calibre 380 na cabeça após uma briga por causa de um caso extraconjugal mantido pelo empresário. O casal chegou junto ao prédio onde morava no dia 19 de maio, na companhia da filha e de uma babá que trabalhava no apartamento – dispensada logo em seguida.

Na noite do dia 19, as câmeras do circuito interno do condomínio registram o ex-diretor da Yoki descendo para pegar uma pizza – ele não seria mais visto a partir de então. Várias partes do corpo de Marcos foram encontradas no dia 27 de maio, na região de Cotia, inclusive a cabeça.

*com AE

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