Marginais e av. dos Bandeirantes são as vias mais perigosas para moto de luxo

Endereços constam em lista organizada pela Federação dos Motoclubes do Estado de São Paulo. Entidade registrou ainda casos em que assaltantes observam vítimas com binócolos

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Marginais Pinheiros e Tietê e a avenida dos Bandeirantes, na zona sul de São Paulo, são as vias mais perigosas para quem anda em moto de luxo, de mais de R$ 30 mil. Os endereços constam de lista organizada pela Federação Nacional dos Motoclubes do Estado. A entidade alerta que as de modelo esportivo são as mais visadas por quadrilhas.

Assalto na Bandeirantes:  Casal morre após tentativa de assalto na zona sul de SP

Marcos Bezerra/Futura Press
Casal que estava em uma moto morreu em uma tentativa de assalto na zona sul de São Paulo


Há uma semana, um casal morreu assassinado depois de não entregar a assaltantes uma CBR 1000 na avenida dos Bandeirantes. As vítimas estavam a caminho de Itu, no interior. A via, considerada o principal alvo de criminosos, não é a única que merece atenção redobrada. Segundo a polícia, uma quadrilha violenta também agia nas zonas norte e oeste da capital. O grupo conseguia roubar, em média, três motos por dia. Depois, revendia as peças em ruas do centro.

Leia mais: Grupo faz arrastão em restaurante japonês na zona sul de São Paulo

Para Reinaldo de Carvalho Bueno, conselheiro da Federação dos Motoclubes, o ideal é evitar andar com motos valiosas, a menos que se esteja em grupo. "O que a gente recomenda é que as pessoas evitem avenidas sem comércio. Existe um trecho da Bandeirantes, por exemplo, que não tem nenhuma loja."

Binóculo

De acordo com Bueno, a entidade registrou alguns casos na Marginal Pinheiros em que assaltantes chegavam a observar as vítimas de binóculo, em janelas das casas construídas à beira da via. "Depois, passavam dicas para comparsas que estavam na marginal", disse.

Bueno recomenda que os motociclistas nunca reajam durante abordagens. "Nós sempre andamos em grupo. No mínimo duas pessoas é o correto, sozinho nunca." Procurada, a Secretaria de Estado da Segurança Pública disse não ter estatísticas separadas de furto e roubo de motocicletas.

Nem sequer a Delegacia de Investigações Sobre Roubo e Furto de Veículos (Divecar) diz ter os dados compilados. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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