Gerente diz que foi orientado a 'segurar as pontas' em restaurante fechado em SP

Ouvido pela polícia, gerente disse que só manteve o Kitai Sushi Bar funcionando por pressão do chefe; fiança foi paga neste final tarde e ele responde em liberdade

Carolina Garcia - iG São Paulo |

A Polícia Civil de São Paulo iniciou nesta sexta-feita uma investigação contra o proprietário do restaurante Kitai Sushi Bar, interditado pela vigilância sanitária após denúncia do iG . Em depoimento prestado aos agentes da 1ª Delegacia de Polícia da Saúde Pública, o gerente E.A.C.G, de 53 anos, afirmou que foi orientado pelos donos do local a “segurar as pontas” e seguir trabalhando com irregularidades enquanto o restaurante não entrava em reforma.

A denúncia:  Após multas e prisão, restaurante segue aberto com irregularidades
A interdição:  Restaurante japonês é fechado na zona sul de São Paulo

Veja abaixo, no vídeo exclusivo do iG , o momento em que os agentes da polícia e da vigilância sanitária inspecionavam o restaurante:

Segundo o delegado Paulo Alberto Mendes Pereira, do DP que integra o Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC), o dono já foi identificado e será intimado na segunda-feira (10). “A identificação foi feita pelo contrato social na Junta Comercial. Na segunda, ele será intimidado e terá o prazo de 10 dias para comparecer e dar esclarecimentos”. Caso não cumpra, o proprietário pode responder por crime de desobediência.

Em junho e julho deste ano, o Kitai já foi alvo de denúncias e foi investigado pela vigilância sanitária e pelos mesmos agentes da Polícia Civil, respectivamente. Na segunda ocasião, o dono, chamado pelos funcionários de “Mitchu”, não foi encontrado. Ainda durante as apreensões nesta sexta-feira, alguns garçons confessaram aos policiais que nunca conheceram o dono da casa.

Segundo o depoimento do gerente, que afirmou estar trabalhando no local há 25 dias, ao ser contratado, ele não teria sido informado completamente da situação da casa. “Ele disse que não tinha ciência do problema e não aceitaria o emprego se soubesse das condições do restaurante. Disse ainda que só aceitou o trabalho porque seus dois pedidos foram aceitos: substituir funcionários e comandar uma reforma geral.”

Questionado porque manteve aberto um lugar que funcionava fora das regras da vigilância sanitária, G. disse que foi “pressionado pelo chefe a segurar as pontas” e que o restaurante seria fechado para melhorias no próximo dia 20. O gerente foi autuado em flagrante com direito a fiança de cinco salários mínimos. O valor foi pago e G. responderá ao processo em liberdade. Veja abaixo imagens da apreensão feita nesta sexta-feira:


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