Falha que impede recarga de bilhete único não tem prazo para ser solucionada

Há duas semanas, usuários não conseguem comprar créditos em mais de 20 estações. Metrô pede que passageiro busque método alternativo de recarga, como lotéricas e bancas

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Uma falha técnica que atinge um terço das 58 estações do Metrô está impedindo que passageiros comprem créditos para o bilhete único. O Metrô, que terceiriza a venda dos créditos para quatro empresas, diz que não há prazo para a crise ser solucionada. O problema já dura duas semanas.

As estações com problemas, segundo nota enviada pelo Metrô, são: Ana Rosa, Vila Mariana, Santa Cruz, Praça da Árvore, Saúde, São Judas, Tucuruvi, Parada Inglesa, Jardim São Paulo-Ayrton Senna, Santana e Armênia (Linha 1-Azul) e Corinthians-Itaquera, Artur Alvim, Patriarca, Guilhermina-Esperança, Vila Matilde e Penha (Linha 3-Vermelha). Mas a reportagem constatou que cabines das Estações Brigadeiro, Consolação e Vila Madalena, da Linha 2-Verde, também estão inoperantes.

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AYRTON VIGNOLA/AE
Funcionário mexe em uma das máquinas de recarga de bilhetes na Estação Sé do Metrô. (Foto de arquivo)

Passageiros reclamam que, sem lugar para recarregar o bilhete nessas estações, as pessoas precisam sair de seus percursos diários para comprar créditos em outros lugares. Mas a queixa principal é de que, na correria diária, o passageiro acaba comprando bilhetes de papel nas estações do Metrô. Essas passagens não dão direito ao desconto nem às gratuidades quando parte da viagem é feita de ônibus.

"Eu passei a comprar crédito em uma banca de jornal perto do trabalho. Mas nem sempre lembro disso, porque saio apressada e tenho um curso à noite. Então acabo comprando o bilhete de papel, o que me faz gastar mais", conta Danielle Viana Assis, de 19 anos, moradora da zona leste que trabalha em Santa Cecília, na região central.

O problema atinge também postos de venda automática, os únicos equipamentos que permitem ao passageiro comprar créditos para o mês inteiro e pagar com cartão bancário. Segundo explicação enviada por meio de nota pelo Metrô, há uma pendência financeira envolvendo apenas uma das quatro empresas que oferecem os créditos, a Serviços Digitais. O texto diz que a empresa deixou de fazer pagamentos à São Paulo Transporte, que gerencia o sistema do bilhete único.

"Diante desses fatos, o Metrô instaurou dez processos administrativos visando a penalizar a empresa Serviços Digitais com multa de R$ 100 mil para cada um dos dez contratos firmados com a Companhia, por má prestação de serviço de recarga", diz o texto - a carta não revela se as multas já foram aplicadas.

Sem prazo

Na nota, o Metrô diz que "ainda não há prazo definido para a normalização" do serviço e, "até a resolução do problema, o Metrô orienta os usuários sobre as alternativas de recargas" em outros pontos da rede. A reportagem procurou a Serviços Digitais durante a tarde de ontem, mas ninguém atendeu o telefone informado no site da empresa na internet. A empresa também não consta da lista telefônica. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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